Orlando Luz e Rafael Matos venceram neste domingo (23) a final de duplas do Masters 1000 de Cincinnati, batendo o holandês Robin Haase e o alemão Constantin Frantzen por 6/4, 3/6 e 10/7. A partida durou 1h21. É o segundo Masters 1000 seguido da dupla brasileira, que já havia vencido em Montreal uma semana antes, no dia 13.

Segundo o site oficial da ATP, Luz e Matos são a 5ª dupla da Era Aberta a completar o "Summer Sweep": vencer os Masters 1000 do Canadá e de Cincinnati na mesma temporada. "Jogamos um super tie-break impecável", disse Orlando Luz após o troféu.

A vitória na final foi a oitava seguida da parceria catarinense.

Na temporada, a dupla também venceu o ATP 250 de Santiago e o de Buenos Aires, além do Challenger 125 de Braunschweig. Chegou a finais em Estoril e Houston, e a quartas de final no Australian Open.

Da quadra à corrida por Turim

Com o título, a dupla subiu duas posições e ocupa o 6º lugar na corrida da temporada, que classifica as 8 melhores duplas para o ATP Finals, em Turim. No ranking individual, Luz é o 17º colocado, e Matos, o 18º.

Orlando Luz se emocionou com o parceiro: "Rafa, isso é incrível, duas semanas inacreditáveis". A campanha em Cincinnati já vinha sendo acompanhada pela TV Sim desde as quartas, quando a dupla bateu Melo e Zverev, e pela vitória sobre os italianos na semifinal.

O título virou palco de protesto: a dupla criticou publicamente uma proposta da ATP que reduz vagas de duplas a partir de 2028, cortando de 50 para 25 jogadores nos Grand Slams.

Nos Masters 1000, a cota cai de 32 para 16 jogadores, e nos torneios ATP 250 e 500, de 16 para 8, quase metade da participação atual.

Em nota, os jogadores disseram que a mudança concentraria a premiação em menos atletas e reduziria as oportunidades de quem vive do circuito. "Nós queremos manter as duplas vivas, então é bom saber que vocês gostam", resumiu Orlando Luz.

O que acontece agora

Luz e Matos seguem no circuito atrás de pontos para ficar entre as oito melhores duplas do ano e disputar o ATP Finals, em Turim. A discussão sobre o corte de vagas segue em aberto na ATP, sem data definida.