O senador Carlos Viana (PSD) concorre à reeleição por Minas Gerais na chapa do pré-candidato ao governo Mateus Simões (PSD). Eleito em 2018 pelo extinto PHS, ele já passou por PSD, PL e voltou ao PSD em abril deste ano. Declarou R$ 13,6 milhões em bens ao TSE.
A volta ao PSD foi formalizada em 1º de abril, em Belo Horizonte, depois de reunião com o governador Romeu Zema e aval do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Viana entra na chapa ao lado do secretário Marcelo Aro (PP), também candidato ao Senado.
A trajetória partidária de Viana passou por três siglas em oito anos. Eleito senador pelo PHS em 2018, migrou para o PSD logo no início do mandato, em 2019.
Saiu para o PL em 2021 e, pela nova legenda, concorreu ao governo de MG em 2022, terminando em 3º lugar com 7,23% dos votos.
Em 2024, tentou a Prefeitura de Belo Horizonte e ficou em 7º lugar, com 1% dos votos. Cada uma das três trocas de partido acompanhou uma candidatura diferente, um padrão que o diferencia dos demais concorrentes à mesma vaga.
Quem é Carlos Viana?
Natural de Braúnas (MG), Viana tem 63 anos e declarou ao TSE a profissão de jornalista e redator. Antes de entrar na política, em 2018, trabalhou como repórter e apresentador na Rede Minas e na TV Globo.
Também passou pela TV Alterosa, pela TV Record Minas e pela Rádio Itatiaia antes de se candidatar pela primeira vez.
No Senado, ele integra comissões de infraestrutura, desenvolvimento regional, agricultura e segurança pública. Também participa de debates sobre transporte, logística, mineração e economia mineira.
Viana também esteve no centro de duas polêmicas. Em 2024, discursou em defesa de policiais rodoviários federais e militares afastados e investigados por homicídio e abuso de poder após uma operação no sul de Minas que matou 26 suspeitos em 2021.
Segundo o senador, os agentes agiram contra uma quadrilha fortemente armada e foram tratados como "vilões" em vez de reconhecidos pelo combate ao crime organizado.
Em 2026, seu nome apareceu na investigação do STF sobre emendas parlamentares direcionadas à Igreja Lagoinha, ampliada pelo ministro Flávio Dino. Viana negou publicamente, em 31 de março, ter cometido qualquer irregularidade com as emendas.
O que acontece agora
A eleição de outubro vai renovar as duas vagas de Minas Gerais no Senado, disputadas por 17 candidatos. Viana disputa as cadeiras com Marília Campos e outros nomes que também miram uma das duas vagas.
A candidatura de Viana está entre as que ainda dependiam de decisão do TRE-MG sobre as 1.810 candidaturas de Minas Gerais. O prazo para o tribunal julgar todos os pedidos termina nesta própria segunda-feira (14).
Na disputa ao governo, seu companheiro de chapa Simões concorre contra nomes como o de Roscoe, que já promete revogar dezenas de normas nos primeiros 15 dias de mandato.
Quem acompanha a corrida ao empate técnico pela 2ª vaga ao Senado em Minas Gerais tem no radar o desempenho de Viana nas próximas pesquisas, à medida que a propaganda eleitoral avança.


























