O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (21) aos 171.031 pontos, com alta de 1,85% no dia e 2,45% na semana, terceiro pregão seguido de ganhos. Apesar da recuperação, o índice ainda acumula queda de 3,91% em agosto, mês marcado por forte saída de capital estrangeiro.

Bancos puxaram a alta desta sexta: BTG Pactual subiu 3,99%, Bradesco 3,11%, Itaú Unibanco 2,91% e Banco do Brasil 2,16%. Vale avançou 1,36%, e o suporte externo veio do S&P 500, que fechou em alta de 0,43% em Nova York.

A sequência que quase foi a pior desde 2023

Antes da reação desta semana, o Ibovespa caminhava para o décimo pregão seguido de perdas, o que seria a pior sequência desde 2023. Até ali, agosto acumulava queda de 6%.

"A tendência de longo prazo ainda está no positivo para o Ibovespa, porém com uma perda de momento", avalia Lucas Costa, da equipe de análise técnica do BTG Pactual.

O que ainda pesa contra a bolsa é a saída de capital estrangeiro. Cerca de R$ 15 bilhões deixaram a B3 em agosto, segundo o BTG.

Outro levantamento, feito alguns dias depois, chegou a apontar retirada de R$ 22 bilhões no mês até o dia 19.

As duas leituras convivem sem se cancelar. A alta desta semana tem características de uma reação técnica, puxada por bancos e por um exterior mais favorável, depois de um índice sobrevendido.

Já a saída persistente de capital estrangeiro é o tipo de fluxo que costuma anteceder recuperações mais firmes, e ele ainda não deu sinal de reversão.

O que explica o contraste

É esse contraste entre semana positiva e mês negativo que resume onde está o mercado agora. O índice já se recuperou o suficiente para encerrar a pior sequência de perdas em anos, mas não o bastante para apagar o estrago de agosto.

Se o capital estrangeiro que saiu vai voltar, e quando, é o que vai definir se a reação desta semana continua ou perde fôlego.