A 71ª Festa do Peão de Barretos, que começou em 20 de agosto e segue até o dia 30, deve movimentar R$ 600 milhões na economia da cidade paulista. Ao todo, 990 mil visitantes são esperados em 11 dias de shows e rodeio.

Só a venda de ingressos deve render R$ 150 milhões. A organização estima que o evento gere mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, entre hotelaria, alimentação e comércio local.

Os números por trás do maior rodeio do país

Para esta edição, foram investidos R$ 30 milhões em obras no Parque do Peão, complexo de mais de 2 milhões de metros quadrados. A programação reúne mais de 120 shows em 5 palcos, além de 9 modalidades de rodeio.

Cerca de 3,5 mil competidores disputam o rodeio, com premiação total acima de R$ 1,5 milhão. A estrutura do evento emprega cerca de 5 mil funcionários, 600 profissionais de segurança e cerca de 400 policiais por dia.

O alcance da festa vai muito além de Barretos. Os ingressos já venderam para mais de 2.700 cidades brasileiras, incluindo 98% dos municípios de São Paulo e 629 cidades de Minas Gerais, o equivalente a 74% do estado.

O que esses números mostram

Uma festa concentrada em 11 dias sustentar 10 mil empregos e vender ingresso em quase três quartos das cidades mineiras diz algo sobre o peso econômico da cultura sertaneja e do rodeio fora do eixo Rio-São Paulo.

O que os números não respondem é o quanto desse movimento fica em Barretos depois que a festa termina, e o quanto depende só desses 11 dias por ano.