O jornal americano The New York Times publicou que a grande incógnita sobre a eleição presidencial brasileira é o próximo passo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Brasil ergueu uma barreira de proteção contra possível interferência americana no 2º turno deste domingo (25).
A desconfiança, segundo o NYT, vem de um episódio recente: a tentativa fracassada de Trump de ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, a evitar a prisão.
O jornal lembra que documentos dos EUA já citaram lobby de Eduardo Bolsonaro contra o STF.
Como resposta, o Brasil passou a monitorar lobby estrangeiro e desinformação, segundo o NYT. O país também passou a combater alegações falsas de fraude eleitoral e buscou apoio de aliados europeus e asiáticos.
O Guardian chama o Brasil de "talvez o último país da região ainda capaz de dizer 'não' aos caprichos de Trump". Já o francês Libération descreve Trump como o "elefante na sala" da eleição brasileira.
O que o TSE fez para se proteger
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, tem sido o rosto dessas iniciativas. Ele chegou a convidar a União Europeia para observar as eleições no país, movimento que o NYT cita como parte da busca por apoio internacional.
Na reta final da campanha, o TSE também reuniu Meta, Google e TikTok para conter deepfake no 2º turno, parte do esforço contra desinformação que a imprensa internacional associa à blindagem da eleição.
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Por que o interesse de Trump é tão grande
O NYT escreve que uma vitória de Flávio Bolsonaro reforçaria os planos de Washington de ampliar influência na América Latina por meio de aliados de direita na região.
A cobertura internacional também cita o endividamento de brasileiros com apostas online, que somou US$ 7 bilhões em perdas em 2025, e o papel do Brasil nos Brics como pano de fundo da disputa geopolítica em torno do resultado.
Para os três jornais, o que está em jogo não é só quem governa o Brasil, mas se o país consegue manter distância da influência direta de Washington nos próximos quatro anos.
Trump, por ora, não declarou apoio explícito a nenhum dos dois candidatos. Ele disse apenas acompanhar a eleição brasileira "muito de perto".
O que acontece agora
Até a conclusão desta matéria, o resultado do 2º turno ainda não havia sido definido. O TSE segue de prontidão para barrar alegações de fraude sem lastro, como já ocorreu durante o 1º turno.
O desfecho da votação vai mostrar se as barreiras citadas pelo NYT foram suficientes para blindar o processo eleitoral brasileiro da disputa geopolítica em torno dele.































