O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, liderava as eleições parlamentares da Rússia neste domingo (20), com 57,5% dos votos após quase 14% das urnas apuradas, segundo a Comissão Eleitoral Central. A votação renova a Duma, câmara baixa do Parlamento, que tem 450 cadeiras.
O resultado parcial confirma a vantagem esperada da legenda governista em uma eleição apresentada por Putin como teste de apoio à guerra na Ucrânia. Segundo a CNN Brasil, críticos do Kremlin afirmam que o sistema político russo não tolera dissidência real.
Dados citados pelo g1, com base na Reuters, apontam participação acima de 56% do eleitorado. A votação terminou às 15h no horário de Brasília, 21h em Moscou, depois de três dias de urnas abertas.
O Rússia Unida aparece à frente também nas pesquisas de boca de urna exibidas pela emissora estatal Channel One, mas com uma vantagem menor. Segundo a CNN Brasil, a projeção dava pouco mais de 49% dos votos ao partido governista.
O Partido Comunista vinha em segundo lugar, com pouco mais de 14%. Atrás dele apareciam o Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR), com 10,7%; Novos Povos, com 9,7%; e Rússia Justa, com 6,6%.
A disputa formal existe, mas os principais concorrentes apoiam a maior parte das políticas do Kremlin.
Por que a eleição pesa para a guerra?
A eleição pesa para a guerra porque Putin associou o voto ao apoio interno às tropas russas na Ucrânia. Em pronunciamento exibido pela televisão, ele pediu participação para mostrar que há milhões de pessoas por trás dos combatentes.
"Por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas", disse Putin, segundo o g1. O presidente russo também pediu uma "resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia".
A votação ocorre no mesmo fim de semana em que a TV Sim mostrou que a Rússia relatou ataques hacker ao sistema eleitoral.
Neste domingo, outro capítulo da tensão veio com drones contra uma refinaria em Moscou.
Quem ficou fora da disputa?
Ficou fora da disputa principal o partido Yabloko, que defende o fim da guerra. Segundo o g1, a legenda foi excluída pouco antes da votação, e um de seus dirigentes, Lev Shlosberg, foi preso por criticar o conflito.
A CNN Brasil informou que candidatos pacifistas foram impedidos de concorrer. O Kremlin, por sua vez, afirma que a unidade nacional e certo nível de censura são necessários durante o que chama de "operação militar especial".
Putin governa a Rússia desde a véspera do Ano Novo de 1999, e seu partido domina a política do país desde o início dos anos 2000. A guerra também mantém Moscou sob pressão externa, inclusive em debates sobre novas armas dos EUA à Ucrânia.
O que acontece agora
O que acontece agora é a divulgação de resultados mais completos pela Comissão Eleitoral Central. Segundo a CNN Brasil, a atualização mais ampla é esperada para segunda-feira (21), quando a distribuição de forças na Duma ficará mais clara.
Até lá, há uma diferença entre o placar oficial parcial e a boca de urna estatal.
A apuração dava 57,5% ao Rússia Unida, enquanto a projeção da Channel One apontava pouco mais de 49%.






























