Romeu Zema (Novo) criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (20), durante agenda de campanha em Belo Horizonte, e disse esperar que “frutas podres” sejam excluídas da Corte. O candidato também defendeu investigação de nomes ligados ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo a CNN Brasil, Zema falou com a imprensa após cumprir agenda na capital mineira. Ele visitou a Igrejinha da Pampulha e seguiu para a Feira Hippie da Afonso Pena, onde fez caminhada com apoiadores.
“É uma campanha atípica, o brasileiro está decepcionadíssimo com a política, principalmente com o Supremo devido a tudo isso que temos assistido”, disse Zema, segundo a CNN Brasil.
O ex-governador de Minas também afirmou desejar a exclusão do que chamou de “frutas podres” do STF. A fala foi registrada como declaração de campanha, em meio à crise envolvendo a Corte e o caso Master.
A agenda em Belo Horizonte colocou a crise institucional no centro de uma campanha que também tenta explorar o histórico mineiro de viradas eleitorais.
O que Zema disse sobre Vorcaro?
Zema disse sobre Vorcaro que pessoas próximas ou envolvidas com o ex-controlador do Banco Master precisam prestar esclarecimentos. A fala não apresenta conclusão sobre culpa; é uma cobrança política por investigação.
“Quem está próximo, envolvido com banqueiro bandido, recebeu recursos, é alguém que precisa se explicar muito bem e precisa ser investigado”, afirmou Zema, segundo a CNN Brasil.
A TV Sim acompanha a crise desde a discussão sobre investigação contra Alexandre de Moraes. A CNN Brasil informou que a sessão do STF teve bate-bocas, troca de acusações e pedido de vista de Flávio Dino.
Como a fala entra na disputa mineira?
A fala entra na disputa mineira porque Zema usou Belo Horizonte como palco para nacionalizar temas que mexem com o eleitorado do estado. A agenda ocorre no mesmo dia em que a corrida local também discute saúde, dívida e segurança.
No acervo da TV Sim, a cobertura desta execução mostrou que saúde e dívida lideraram sabatinas dos candidatos ao governo de Minas. Zema, por sua vez, tenta transferir sua experiência no estado para a disputa presidencial.
Mais cedo, o candidato já havia prometido recalcular a dívida de Minas Gerais se eleito. Esse antecedente ajuda a explicar por que a campanha mantém temas mineiros como vitrine nacional.
O que acontece agora
O que acontece agora é a sequência da campanha até o primeiro turno. Segundo a CNN Brasil, Zema disse estar esperançoso e afirmou que a campanha só acaba quando as urnas são abertas e apuradas.
O candidato citou sua eleição de 2018 como exemplo de decisão tardia do eleitor. A frase dialoga com o calendário: restam cerca de duas semanas até a votação, e candidatos fora da liderança tentam ganhar tração no fim.
Na crise do STF, o próximo passo formal depende da retomada dos julgamentos suspensos. A CNN Brasil registrou placar parcial de 4 a 3 para manter separada a análise dos casos de Moraes e André Mendonça nas investigações do caso Master.





























