Renan Santos (Missão) pediu neste domingo (20), em Balneário Camboriú, que apoiadores de Santa Catarina façam uma operação de duas semanas para virar votos na reta final da eleição presidencial. O candidato defendeu que cada simpatizante encontre 30 multiplicadores de voto.
Segundo o InfoMoney, Renan chamou a mobilização de “operação de guerra” e disse que os apoiadores devem convencer “pessoas iludidas e enganadas com mentiras”. A fala ocorreu em um reduto de forte voto bolsonarista no litoral catarinense.
O UOL também destacou o apelo do candidato para que apoiadores virem votos em Santa Catarina. A movimentação ocorre a cerca de 15 dias da eleição, quando campanhas tentam consolidar voto útil e reduzir dispersão entre nomes do mesmo campo político.
Renan mirou adversários de esquerda e de direita em um discurso de confronto. A acusação mais dura foi apresentada como fala de campanha, sem que a reportagem trate a afirmação como fato.
“Não aceitem que o seu País, que a sua cidade e o seu estado sejam governados pelos bandidos que estão na lista telefônica do Daniel Vorcaro”, disse Renan, segundo o InfoMoney.
A aposta de Renan é transformar militância local em rede de convencimento, não apenas em presença de comício.
Por que Santa Catarina virou alvo?
Santa Catarina virou alvo porque concentra eleitorado competitivo à direita e é território onde Flávio Bolsonaro (PL) tenta puxar votos de adversários menores. Segundo o InfoMoney, a campanha de Flávio aposta nessa migração para tentar vencer no primeiro turno.
A mesma reportagem cita Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema como alvos dessa pressão por voto útil. A TV Sim já mostrou como a rejeição de Flávio Bolsonaro entrou no cálculo eleitoral.
Renan disse acreditar em uma virada que o leve ao segundo turno. Para sustentar a tese, citou Carlos Moisés, ex-governador de Santa Catarina, e Zema como exemplos de campanhas que cresceram fora da expectativa inicial.
Qual é o tamanho do desafio?
O tamanho do desafio aparece na própria estratégia de campanha. Renan tenta sair do pelotão de candidaturas pressionadas pelo voto útil, em uma reta final dominada por Lula e Flávio Bolsonaro.
Esse cenário ajuda a explicar a ênfase nos multiplicadores. Na prática, Renan disputa visibilidade com candidatos que também tentam ocupar espaço fora do eixo Lula-Flávio, como Augusto Cury em sua agenda econômica.
O discurso em Balneário Camboriú também tocou no caso Vorcaro e na crise institucional. No acervo da TV Sim, a sequência inclui a discussão sobre investigação contra Alexandre de Moraes, tema que entrou na disputa presidencial.
O que acontece agora
O que acontece agora é a tentativa de transformar a fala em operação de campo. Renan deu prazo de duas semanas aos apoiadores, período que coincide com a reta final antes do primeiro turno.
Se a estratégia funcionar, o efeito esperado pela campanha é reduzir a pressão do voto útil sobre candidaturas menores da direita. Se não funcionar, a tendência é que a disputa continue concentrada nos nomes que lideram a corrida nacional.
O dado operacional do discurso é 30 multiplicadores por apoiador. É esse número, mais do que o tom agressivo do palanque, que mostra como a campanha tenta escalar presença local em voto efetivo.





























