O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia completou seis meses de vigência provisória no domingo (1º de novembro). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações com tarifa reduzida cresceram 21% entre maio e setembro.
O avanço é medido ante o mesmo período de 2025. Juntos, os dois blocos somam cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado acima de US$ 22 trilhões.
A alta já aparecia nos dois primeiros meses de vigência do acordo. Agora, com seis meses de dados, a tendência se confirma.
Os produtos que mais cresceram no período
Os maiores saltos percentuais ficaram com produtos de nicho, não com as commodities que dominam a pauta exportadora brasileira para a Europa. Em valor absoluto, soja, carne e minério de ferro continuam liderando as vendas ao bloco.
Os itens de maior crescimento percentual partiam de uma base pequena. O caso mais extremo é o dos transformadores elétricos: somaram US$ 39 milhões em vendas entre maio e setembro, depois de não terem nenhuma venda registrada no mesmo período de 2025.
O que acontece agora
A ratificação plena do acordo ainda depende dos parlamentos dos 27 países da União Europeia, processo separado da aplicação provisória da parte comercial, já em vigor. Nem tudo é consenso no continente.
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Agricultores franceses chamam o acordo de concorrência desleal, sobretudo da carne bovina sul-americana mais barata, e os protestos do setor já foram os maiores em Bruxelas desde os anos 1990. O presidente francês, Emmanuel Macron, está entre as lideranças que resistem ao texto.
O resultado da eleição brasileira também pesou nas tratativas. A Europa acompanhou de perto o segundo turno de olho no desfecho do acordo.
O acordo é o mais antigo em negociação da história do Mercosul.
As tratativas com a União Europeia começaram em 1999 e levaram 26 anos até a aplicação provisória da parte comercial, em maio deste ano.
No mesmo mês, o bloco sul-americano também passou a aplicar o acordo de livre comércio com a Efta e a Noruega, fechado após oito anos de negociação.






























