Um site lançado no início de outubro reúne declarações de ex-aliados e adversários da direita com críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), a seis dias do 2º turno das eleições presidenciais, e atribui a cada fala um link de origem.

O domínio direitacontrabolsonaro.vercel.app entrou no ar no início de outubro. Ainda não está claro quem mantém o site, mas cada declaração reproduzida vem com link para a fonte original.

O site atribui falas a 21 integrantes do governo Jair Bolsonaro e nomes ligados ao bolsonarismo. Entre eles estão o jurista Miguel Reale Júnior, o ex-ministro Abraham Weintraub, a ex-deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e o fundador do Novo, João Amoêdo.

Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe.

A frase é de Reale Júnior, que foi ministro da Justiça e articulou juridicamente o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. A crítica chega dias depois de Flávio lançar um livro que nega o golpe de 1964 e questiona as urnas eletrônicas.

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"Quando eu cheguei na casa do Flávio, eu vi que ele era ladrão na hora, porque era absolutamente incompatível o lugar que ele morava com as obras de arte que ele tinha", disse Hasselmann, ex-deputada federal, em fala reproduzida pelo site.

Quem mais critica Flávio Bolsonaro

O site reúne ainda críticas do deputado Pastor Otoni de Paula, do fundador do MBL Renan Santos e do próprio Amoêdo, entre outros nomes ligados à direita e ao antigo governo Bolsonaro.

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Também aparece a história do estudante João Pedro Sastre, 24, que tentou se eleger deputado estadual e não conseguiu. Ele se descreve como um "gay de direita" arrependido, diz ter se sentido rejeitado pelo campo e anunciou apoio a Lula.

O site circula na mesma semana em que Lula e Flávio fizeram o primeiro debate do 2º turno, na Band. A direita que critica Flávio já havia se dividido antes: o governador Romeu Zema reiterou distanciamento do candidato em junho.

O site também tem perfil no Instagram, ainda com poucos seguidores.