O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp, criado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG). O WhatsApp tem três horas para tirar o canal do ar, a pedido de Flávio Bolsonaro (PL).
O canal saltou de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores na primeira semana após o fim do primeiro turno e chegou a 3,3 milhões de integrantes até a decisão deste domingo, segundo a Agência Brasil.
Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão.
A frase é de Nunes Marques na decisão que suspendeu o canal.
O que a decisão determina
A decisão suspende apenas o canal de transmissão no WhatsApp, sem atingir os perfis pessoais de Janones. O TSE também abriu supervisão direta sobre o WhatsApp: a plataforma tem 48 horas para informar as providências tomadas e se existem outros canais ligados ao deputado.
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O aplicativo também terá de guardar registros, mensagens e metadados do canal por um ano, material que pode ser usado em investigações e processos eleitorais futuros. A análise sobre suspender a própria conta de Janones na ferramenta de canais ficou para depois dessas informações.
Janones chamou a decisão de censura. "Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo", declarou o deputado.
Ele já orientava apoiadores a migrar para um canal no Telegram. Até a manhã deste domingo, mais de 100 mil pessoas já tinham entrado no novo espaço.
Em nota, a coordenação da campanha de Lula classificou a decisão como motivo de "estranheza e revolta" e disse analisar as medidas cabíveis. A ação de Flávio mira também o próprio Lula e o vice Geraldo Alckmin (PSB).
A decisão chega no mesmo fim de semana em que o TSE também suspendeu duas vezes a propaganda de Lula por motivos distintos.
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Dois dias antes, a Corte já tinha derrubado o site que trocava criptomoeda por apoio a Flávio, numa mesma rodada de decisões contra ferramentas digitais dos dois lados da disputa.
O que acontece agora
O WhatsApp tem até 48 horas para informar ao TSE o que fez e se há outros canais de Janones na mira. A Corte só decide sobre a conta pessoal do deputado depois dessa resposta.
O segundo turno é em 25 de outubro.


































