O Datafolha mostrou, entre 22 e 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto no 2º turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que tem 45%. A diferença de 2 pontos está dentro da margem de erro.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 22 e 23 de setembro, a pedido da Folha de S.Paulo e do Grupo Globo, em cenário estimulado. A margem de erro é de 2 pontos, com nível de confiança de 95%, sob o registro BR-00304/2026 no TSE.
Em agosto, o mesmo instituto ouviu 2.058 pessoas entre 18 e 20, também em cenário estimulado, com 95% de confiança, margem de erro de 2 pontos e registro BR-04496/2026 no TSE. Na ocasião, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 4 pontos.
Em julho, o mesmo instituto já testava o cenário entre os dois, quando a vantagem de Lula ainda era mais confortável.
O que explica a aproximação de Flávio?
Para o cientista político Leandro Consentino, professor do Insper, a rejeição comanda a corrida presidencial desde 2018. Segundo ele, a disputa passou a ser decidida por quem consegue a menor rejeição entre os candidatos.
Já o cientista político Mário Sérgio Lepre destaca o peso do eleitorado indeciso. No cenário de 2º turno do Datafolha, a soma de indecisos e votos em branco, nulo ou nenhum chega a 8%, fatia maior que a distância entre os dois candidatos.
A pesquisa entrou em campo um dia depois de Flávio Bolsonaro chamar Lula de "pai do Tigrinho" após a MP das bets, mostrando o tom da disputa no momento da coleta.
Outros institutos, como o BTG/Nexus, também já haviam colocado Flávio à frente de Lula pela primeira vez em pesquisas de setembro, ainda que dentro da margem de erro de cada levantamento.
O ponto em aberto
O segundo turno simulado está tecnicamente empatado, e a fatia de indecisos, brancos e nulos é maior que a distância entre os dois candidatos. A pergunta é se as próximas pesquisas vão confirmar essa aproximação ou se a corrida se estabiliza antes do 1º turno.















































































