Um Airbus A320 da Aer Lingus foi desviado na quinta-feira (5 de novembro) para a base aérea militar de Évreux, na França, após uma ameaça de bomba, na rota entre Dublin e Roma. Os 151 passageiros foram retirados sem ferimentos, assim como a tripulação.
O caso é o mais recente de uma onda que atinge a Europa há três dias, numa escala pouco comum mesmo para quem acompanha alertas desse tipo, como a carta que cancelou um voo entre Belo Horizonte e Congonhas em outubro.
Na quinta-feira, companhias como Finnair, Jettime e Ryanair também tiveram voos alvo de alertas.

Quantos voos já foram atingidos
Na terça-feira (3 de novembro), cerca de 10 voos europeus receberam ameaças, forçando o fechamento temporário do aeroporto de Varsóvia, na Polônia. Foram atingidas a polonesa LOT, a escandinava SAS, a Wizz Air e a Ryanair.
Na quinta-feira, a segunda onda chegou a mais voos: três da Ryanair com destino a Sófia, na Bulgária, quatro alertas em Praga e dois em Roma, além do caso da Aer Lingus. Na maioria dos episódios, nenhum explosivo foi encontrado.
O que se sabe sobre a causa
Nenhum grupo ou pessoa assumiu autoria das ameaças até a publicação das reportagens que embasam esta matéria. O governo do Reino Unido classificou os casos de terça-feira como "malicious hoax threats", ou ameaças falsas maliciosas.
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O analista Matthew Borie, da consultoria de risco aéreo Osprey Flight Solutions, listou três hipóteses: um efeito cascata de imitadores a partir de uma ameaça inicial, um único autor fazendo múltiplas ameaças, ou uma operação de "guerra híbrida" por atores estatais.
A hipótese de guerra híbrida ecoa alertas recentes de líderes europeus. Em setembro, o presidente francês Emmanuel Macron já havia dito que a Rússia escala esse tipo de ação contra o continente, sem relação direta confirmada com as ameaças aos voos.
O ponto em aberto
O que ainda não se sabe é se as cerca de 20 ameaças dos últimos três dias têm uma origem comum ou são episódios isolados.
A dúvida ganha peso num momento em que a aviação europeia já reporta outros problemas, como a pane aérea no Reino Unido que preocupou passageiros em setembro, sem relação confirmada com as ameaças.
Enquanto a investigação não avança, companhias aéreas e aeroportos de ao menos sete países seguem lidando com desvios e inspeções sem saber se o próximo alerta é novo imitador ou o mesmo autor por trás de todos.






























