A Caixa Econômica Federal libera um novo lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep nesta sexta-feira (25). O saldo ainda não sacado soma R$ 26,3 bilhões e pode ser pedido por cerca de 10,5 milhões de pessoas em todo o país.

Têm direito ao resgate trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que contribuíram para o fundo entre 1971 e 1988, além de herdeiros de titulares falecidos.

O saldo médio por pessoa fica entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, variando conforme o tempo de contribuição e o salário da época.

Como consultar e sacar o dinheiro

A consulta é feita pelo site do REPIS Cidadão, com login pela conta gov.br. Basta digitar o número do NIS e clicar em pesquisar, ou conferir pelo aplicativo oficial do FGTS, disponível para celular.

O pagamento é feito só pela Caixa, com crédito numa conta já existente no banco ou numa poupança social digital, aberta sem custo pela própria instituição.

O calendário de pagamentos segue por lotes mensais, nas mesmas datas usadas para o abono salarial de 2026.

Quem não pedir o resgate até 30 de setembro de 2028 perde o direito para sempre. Depois dessa data, o saldo é incorporado ao Tesouro Nacional e não pode mais ser sacado.

De onde vem esse dinheiro

O PIS/Pasep foi criado na década de 1970 para trabalhadores e servidores públicos, com contribuições entre 1971 e 1988. Em 1988, o modelo foi substituído pelo abono salarial que existe até hoje.

O abono salarial atual segue regras e calendário próprios, com guia próprio de consulta e saque a cada ano.

O fundo antigo foi extinto em 2020. Os valores que ainda não tinham sido sacados foram transferidos primeiro para o FGTS e depois para o Tesouro Nacional, o que abriu caminho para o atual programa de ressarcimento.

O FGTS, aliás, também distribuiu lucro recente aos trabalhadores. Em agosto, a Caixa creditou R$ 13 bilhões de lucro a 138,2 milhões de trabalhadores.

O que esse resgate revela

O tamanho do saldo ainda não sacado, R$ 26,3 bilhões, mostra como é comum haver dinheiro esquecido em fundos antigos. Trabalhadores mudam de emprego e de endereço ao longo de décadas, e nem sempre ficam sabendo que têm direito a um resgate.

O mesmo padrão apareceu no FGTS, cujo lucro também exigiu um programa ativo de distribuição aos titulares.