Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam mais de 40 mil votos de eleitores brasileiros no exterior que, no 1º turno, não escolheram nenhum dos dois. O grupo inclui quem votou em outro candidato, em branco ou anulou o voto fora do país.
No 1º turno, os votos em outros candidatos somaram 29.595 no exterior. Brancos foram 5.816 e nulos, 5.068, total de 40.479 votos que os dois agora tentam atrair.
Lula chegou ao 2º turno com vantagem no exterior. Ele liderou os boletins do exterior já no 1º turno, com 157,3 mil votos contra 143,9 mil de Flávio, diferença de pouco mais de 13 mil votos.
A disputa variou por país. Flávio teve vantagem no Japão, que abriu a votação do 2º turno neste domingo (25).
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Na Europa, Atenas foi a única capital da União Europeia onde Flávio venceu no 1º turno.
A abstenção no exterior bateu recorde no 1º turno. Das 916.534 pessoas aptas a votar fora do país, 574.345 não foram às urnas, taxa de 62,69%.
É o maior índice das últimas quatro eleições, quando a abstenção no exterior nunca havia passado de 60%.
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Lisboa foi a cidade com mais ausências: 49.964 brasileiros registrados na capital portuguesa não foram às urnas no 1º turno. Na sequência vêm Boston, Nova York, Nagoia e Miami.
Isso significa que a disputa por esses votos no exterior passa tanto por convencer quem ficou em casa quanto por conquistar quem votou em outro nome, branco ou nulo.
O resultado do exterior entra na mesma apuração nacional que o TSE divulga ao longo deste domingo (25).


































