O Copacabana Palace reabre em novembro o Edifício Piscina, ala erguida em 1948 que passou 19 meses fechada em reforma. São 68 suítes novas, diárias a partir de R$ 6.500 mais impostos, um complexo de bem-estar de cinco andares e o primeiro bar do hotel voltado à coquetelaria brasileira.

A reforma devolve ao hotel um espaço que, desde a inauguração original, era reservado a hóspedes de longa permanência acima da piscina mais famosa do país.

Com o retorno do Edifício Piscina, o Copacabana Palace passa a somar 208 quartos e suítes, sendo 140 no prédio principal e 68 na nova ala.

"Com mais de um século de história do Copa às nossas costas, estamos entusiasmados para impulsionar o nosso ícone carioca rumo a uma nova era", disse Ulisses Marreiros, diretor-geral do Copacabana Palace e diretor da Belmond para o Brasil.

O projeto tem assinatura do arquiteto Ivan Rezende, o mesmo responsável pela restauração do teatro do hotel em 2021, premiada pelo Instituto de Arquitetos do Rio de Janeiro.

A nova ala ganhou seis categorias de suítes, entre elas a Suíte Carioca, cobertura de dois quartos no 11º andar com vista para o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

As suítes acomodam de duas a cinco pessoas.

O que muda no complexo

O andar térreo da nova ala recebe piscina redesenhada, restaurante italiano contemporâneo comandado pelo chef Nello Cassese e o Bar do Copa, primeiro bar exclusivo do hotel, com balcão de 10 metros e coquetéis assinados pelo bartender Stephano Giglio.

Cinco andares acima são dedicados ao bem-estar: spa, academia, estúdio de pilates, banhos de gelo, sauna a vapor, sauna infravermelho e salão de beleza. O hotel também soma uma boutique de artesanato brasileiro à nova ala.

Por que o Rio aposta no hóspede de luxo

A reabertura chega em meio a um recorde de turismo internacional no Rio.

Segundo a Associação de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), a cidade recebeu 1.337.950 turistas estrangeiros entre janeiro e junho de 2026, alta de 15,6% sobre o mesmo período de 2025.

Janeiro foi o melhor mês da história para o turismo internacional na cidade, com 289 mil visitantes de fora do país.

O país fechou os sete primeiros meses de 2026 com 5,87 milhões de turistas estrangeiros, o 2º melhor resultado da série histórica.

No Rio, o segmento de luxo foi a categoria que mais cresceu em ocupação entre os hotéis do país no primeiro semestre, segundo a ABIH-RJ.

No Carnaval deste ano, a ocupação hoteleira média da cidade chegou a 99,02%, recorde da série histórica, com Leme e Copacabana registrando 99,46%, segundo levantamento do Mercado e Eventos.

A reabertura do Edifício Piscina fecha um ciclo de reformas do hotel que começou em 2021, com a restauração do teatro premiada pelo Instituto de Arquitetos do Rio de Janeiro.