O Rock in Rio 2026 deve movimentar R$ 3,36 bilhões na economia do Rio de Janeiro, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada em junho. O valor é 5% maior que os R$ 3,2 bilhões calculados para a edição de 2024.
A conta da FGV soma os gastos dos visitantes durante o período do festival: hospedagem, alimentação, transporte, turismo e outros serviços. Pela metodologia do estudo, cada R$ 1 gasto no evento gera R$ 6,59 na economia brasileira.
O público estimado para 2026 é de 700 mil pessoas. Mais da metade dos ingressos, 55%, foi comprada por moradores de outros estados, segundo o levantamento.
"O Rio movimentou R$ 41 bilhões com a indústria criativa no ano passado. A cidade recebe cerca de 12 milhões de turistas por ano", diz Roberto Medina, fundador do festival e, portanto, parte interessada direta no resultado.
Números independentes do setor hoteleiro, levantados pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), ajudam a checar se o movimento projetado está mesmo acontecendo.
As buscas por hospedagem no Rio para o período do festival mais do que dobraram ante 2024. A procura internacional por hotéis para os dias do evento subiu 23%, e a busca por passagens aéreas nacionais para a cidade cresceu 16%.
Diferente da projeção da FGV, feita antes do festival, os dados de hotelaria são movimento real, registrado enquanto o público já está comprando a viagem.
A diária média dos hotéis cariocas no período do festival está cerca de 20% mais alta que no mesmo intervalo de 2025. E 97% das buscas nacionais por hospedagem se concentram entre 1º e 6 de setembro, a primeira leva de shows.
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O festival abriu na sexta-feira (4/9) com o Foo Fighters no Palco Mundo, e neste sábado (5/9) é a vez do tradicional dia do metal, com a despedida do Sepultura.
Parte do público que lota o Rio nesses dias também depende de regras recentes sobre revenda: um decreto de setembro proibiu taxa dupla e liberou a transferência gratuita de ingresso entre pessoas.
O que acontece agora
O festival tem mais um fim de semana de shows, no dia 12 de setembro, com ingressos já esgotados. Só depois de encerrada a edição a Prefeitura do Rio e a FGV costumam publicar o balanço final, comparando a estimativa de junho com o gasto efetivamente registrado no comércio da cidade.


























