A influenciadora e comissária de bordo Naty Potira morreu neste sábado (26/9), aos 39 anos, em São Paulo, depois de lutar contra um câncer metastático. A morte foi confirmada pelo Santos FC, clube de coração dela, e lamentada pelo namorado, Guilherme Kastner.

Naty descobriu câncer de colo do útero em 2023. No ano seguinte veio a notícia da metástase, e ela passou por quimioterapia e radioterapia, que eliminaram tumores no pescoço e no útero.

A doença avançou para a barriga nas últimas semanas. Ela foi internada em São Paulo e ficou sedada desde o dia 20 de setembro, até morrer neste sábado.

Quem era Naty Potira

Naty ficou conhecida por produzir conteúdo sobre futebol e sobre o Santos, time de coração dela. Compartilhava jogos, bastidores e viagens em tom bem-humorado, e participava do SantosCast, podcast oficial do clube ao lado do comunicador André Vasco.

Em nota, o Santos lamentou a morte da "eterna torcedora". O clube destacou o carisma dela e a popularidade que conquistou na Vila Belmiro, o estádio do Santos. A nota também lembrou a participação dela em ações do Outubro Rosa, causa que defendia.

Neymar chegou a presentear Naty com uma camisa do Santos.

O atacante dedicou a vitória do Santos sobre o Corinthians, em 30 de agosto, a Naty. Neste sábado, no Instagram, lamentou a morte dela: "Descanse em paz !!! Torça por nós aí de cima".

A despedida do namorado

Nas redes sociais, o namorado Guilherme Kastner publicou fotos ao lado de Naty e um texto de despedida. Os dois haviam reatado a relação recentemente, depois de mais de 20 anos de amizade.

"Você disse que eu não precisava passar por aquilo. Eu disse que estaria ali. Que enfrentaríamos juntos. E foi exatamente o que fizemos. A cura física não veio. Mas você foi a minha cura", escreveu Guilherme Kastner, em publicação no Instagram.

Ele encerrou o texto prometendo seguir "um dia de cada vez" e agradecendo pelo carinho com a filha e a família. A declaração final foi direta: "Eu te amo para sempre".

O câncer de colo do útero está entre os tipos ligados à infecção pelo HPV, que também é responsável por milhares de mortes por ano no Brasil, segundo dados oficiais de saúde.