O técnico José Roberto Guimarães confirmou neste sábado (26) que a Olimpíada de Los Angeles, em 2028, será a última dele à frente da seleção brasileira feminina de vôlei. A equipe já está classificada para o torneio, com dois anos de antecedência.
A fala aconteceu durante o evento Inter Invest Summit 2026, na Arena MRV, em entrevista à Itatiaia. Los Angeles 2028 será a 10ª participação olímpica de Zé Roberto no comando de uma seleção.
Por que a vaga antecipada importa?
A vaga antecipada importa porque garante tempo de preparação sem a pressão habitual do calendário. O Brasil conquistou a classificação após dominar o Sul-Americano e vencer a Argentina pelo 24º título da competição, na semana passada.
"Quando você pensa em atletas de alto nível, você pensa nas contusões que eles podem ter, e agora terão tempo para se recuperar. Isso que a gente precisa", disse o técnico.
O cenário é diferente do ciclo recente. Meses antes, o Brasil havia amargado dificuldades na Liga das Nações, com derrota para a Turquia em Macau, além de lesões de jogadoras importantes que chegaram a gerar dúvida sobre a vaga no Pré-Olímpico.
Zé Roberto minimizou o histórico recente. "Temos time para brigar com qualquer outro do mundo. Acredito muito no time do Brasil e temos chance de brigar pelo pódio", afirmou.
O que acontece agora
O técnico já projeta sucessão. "Já temos que pensar na geração que está chegando e também no meu sucessor, pois fico até 2028. O legado tem que ser deixado e a cultura permanecer", disse.
Ele destacou a mistura de experiência e juventude no elenco atual: nomes como Gabi Guimarães e Rosamaria dividem quadra com a nova geração, caso de Julia Bergmann e Ana Cristina.
Zé Roberto defende ainda mais investimento na base do vôlei feminino. Para ele, os clubes precisam formar jogadoras pensando também no vôlei brasileiro, não apenas nos próprios elencos.





























