A Toyota reabriu nesta terça-feira (22) a fábrica de motores de Porto Feliz (SP), um ano depois de um vendaval destruir parte da unidade. A retomada começa em etapa parcial, com 150 pessoas, e devolve a planta à produção nacional de motores.
Segundo o g1, a unidade volta a operar com capacidade inicial ligada ao Yaris e deve chegar a 400 motores por dia para o modelo. A capacidade total projetada pela empresa, incluindo o motor 2.0, é de 700 unidades diárias.
A reconstrução também mudou a estrutura física da fábrica. De acordo com a reportagem, as novas instalações são 45% mais reforçadas do que as anteriores, têm colunas metálicas e foram desenhadas para permitir futuras expansões.
A Folha informou que a retomada desta terça inclui a fundição de blocos e cabeçotes de alumínio. O local ainda funciona como um galpão em meio a canteiros de obra, sinal de que a volta é operacional, mas não encerra a reconstrução.
O cronograma da Toyota prevê que toda a operação, inclusive a montagem do motor 2.0, volte para Porto Feliz em 2028. Até lá, parte da produção segue apoiada por estruturas alternativas montadas depois do temporal.
O que muda na produção da Toyota?
O que muda na produção da Toyota é a volta gradual da etapa de motores para Porto Feliz, depois de um ano de operação remendada entre unidades estrangeiras e um condomínio de galpões na Rodovia Castello Branco.
Sem a planta própria de motores, a montadora precisou reorganizar sua cadeia no país. A produção em Sorocaba foi interrompida após o desastre e só voltou em 3 de novembro de 2025, inicialmente com versões híbridas de Corolla e Corolla Cross, segundo a Folha.
O episódio também afetou o calendário de produtos. A Folha registrou que a estreia do Yaris Cross foi adiada após a paralisação. No acervo da TV Sim, a linha já havia aparecido quando a Toyota reduziu preços do Yaris Cross para o público PcD.
A fábrica de Porto Feliz se soma a outras mudanças recentes da Toyota em São Paulo. A empresa já tinha encerrado a produção do Corolla em Indaiatuba e concentrado parte da estratégia industrial em Sorocaba.
Essa concentração apareceu no acervo da TV Sim quando o portal registrou a nova fábrica do Corolla. Agora, Porto Feliz volta a ser a peça dos motores nessa engrenagem.
Como foi a destruição da fábrica?
A destruição da fábrica ocorreu em 22 de setembro de 2025, quando uma microexplosão atmosférica arrancou o telhado, torceu vigas e derrubou parte da estrutura sobre a linha de montagem, segundo a Folha.
O diretor industrial da Toyota do Brasil, Gilberto Paulino Junior, disse à Folha que a energia caiu às 13h28 e os funcionários foram levados para uma área segura. Três minutos depois, o teto desabou sobre a linha de montagem.
"Quando isso acontece, os funcionários vão para uma área segura e controlada", afirmou Paulino. Às 13h50, segundo o relato publicado pela Folha, a gerência confirmou que não havia mortes, mas havia funcionários com ferimentos leves.
A Toyota informou em setembro de 2025 que buscava motores em unidades de outros países para retomar Sorocaba e Indaiatuba. A reabertura de Porto Feliz reduz essa dependência, mas ainda não devolve a fábrica ao tamanho anterior.
Antes do vendaval, a unidade tinha cerca de 800 pessoas. O g1 informou que esses trabalhadores foram distribuídos entre Sorocaba, a unidade provisória DVR e a própria reimplantação de Porto Feliz.
O que acontece agora
O que acontece agora é a recomposição da operação até 2028, prazo informado pela Toyota para devolver a Porto Feliz a montagem completa, incluindo o motor 2.0. A reconstrução integra o ciclo de R$ 11,5 bilhões em investimentos anunciado pela montadora no Brasil até 2030.





























