A governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência em todo o estado nesta segunda-feira (5) por causa de um surto de sarampo, a primeira medida do tipo nos Estados Unidos desde que os casos começaram a subir, em 2025.

O estado registrou 108 casos de sarampo neste ano.

Desse total, 92 casos foram registrados entre 15 de julho e o início de outubro, concentrados em comunidades rurais com baixa cobertura vacinal em 18 condados. O número está bem acima dos níveis anuais típicos do estado, segundo o decreto da governadora.

O estado vizinho da Pensilvânia enfrenta um surto ainda maior. Foram 977 casos e cinco mortes até 2 de outubro. A maioria ocorreu em condados rurais na fronteira com Nova York, segundo o mesmo decreto.

O decreto permite que enfermeiros peçam exames para suspeita de sarampo e que farmacêuticos vacinem crianças a partir de 2 anos. Também exige que toda vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola seja registrada nos sistemas de imunização em até 72 horas.

A vacinação em si continua exigindo consentimento do paciente ou responsável legal. O estado de emergência vale até 4 de novembro.

Publicidade

O sarampo no Brasil, para comparar

O aumento de sarampo não é só americano. O Brasil também monitora o avanço da doença, com 18 casos registrados até agosto.

Em setembro, o Amazonas confirmou 3 casos de sarampo vindos da fronteira com o Peru, repetindo o padrão de surtos concentrados perto de fronteiras internacionais.

O quadro mais grave está em Bangladesh, onde quase 900 pessoas morreram da doença, segundo levantamento de setembro.