O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, se reúne às 13h desta terça-feira (6) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O tema é a atuação do Judiciário nas eleições de 2026, segundo o Poder360.
"Amanhã eu vou ser recebido por Fachin, à uma hora da tarde", disse Marinho nesta segunda-feira (5). "Depois de 1 mês e 10 dias, ele vai me receber", completou, sobre o tempo de espera pelo encontro.
O senador adiantou o teor da conversa: "Essa questão que está acontecendo aí com essa interferência, na nossa opinião indevida, com a Justiça especializada. Você tem um STF onde você inventou agora um corregedor-geral do Tribunal Eleitoral", afirmou.
O que está em jogo na reunião
A reunião trata de como um eventual governo de Flávio Bolsonaro se relacionaria com o Judiciário. Segundo o Valor Econômico, Marinho já havia procurado outros ministros do STF, como Gilmar Mendes, para manter um canal aberto.
O encontro acontece dois dias após o 1º turno, que elegeu bancada do Senado favorável ao impeachment de ministros do STF. O PL elegeu 19 senadores no pleito e chegará a 28 integrantes no Senado a partir de 2027.
Essa bancada é responsável por processar e julgar ministros da Corte em crime de responsabilidade. Flávio enfrenta o presidente Lula no 2º turno, em 25 de outubro, enquanto aliados do PL discutem mudanças na atuação do Supremo.
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A reunião não é o primeiro atrito direto entre o entorno de Flávio e o STF: em outubro, Fachin já havia negado um pedido de Flávio para tirar o ministro Flávio Dino de processos que o envolvem.
O que diz o presidente do STF
Fachin não respondeu diretamente a Marinho, mas discursou nesta segunda (5) sobre a permanência da Corte diante de mudanças políticas.
"Conjunturas se alternam, gerações se sucedem, os desafios mudam de roupagem. O Tribunal é maior do que tudo e do que todos, e ele permanecerá", disse, em evento pelo aniversário da Constituição.
O ministro afirmou que o STF teve "papel essencial" na preservação do Estado Democrático de Direito diante da "tentativa de ruptura institucional do 8 de janeiro de 2023". Fachin também convocou reunião com a PF para tratar de citações a ministros do Supremo.
Também nesta segunda, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse à CNN que a sigla não apoiará o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, numa eventual reeleição.
Alcolumbre tem relação desgastada com a oposição por não dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.
O que acontece agora
Marinho se esquivou de confirmar se disputará a presidência do Senado em fevereiro de 2027. "É um assunto para a gente debater após o segundo turno", disse, lembrando que o PL, mesmo com a maior bancada, precisará negociar com outros partidos para eleger um nome.
A reunião com Fachin acontece no gabinete do ministro, no STF, horas antes de o 2º turno ganhar força na agenda das duas campanhas presidenciais.





























