As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,96 milhões de toneladas em julho, queda de 22,3% ante o mesmo mês de 2025, quando foram 5,09 milhões de toneladas, informou nesta segunda-feira (5) a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

De janeiro a julho, o recuo acumulado foi de 8,8%.

As entregas somaram 22,98 milhões de toneladas entre janeiro e julho, ante 25,21 milhões no mesmo período de 2025. A Anda atribui parte da queda ao arrefecimento de negócios após o início da guerra no Irã, que afetou as compras a partir de maio.

A crise no Golfo já havia sido apontada como ameaça à safra brasileira pela International Fertilizer Association, no fim de setembro.

Mato Grosso lidera as entregas, com 25,4% do total nacional. Veja o ranking dos sete maiores estados até julho.

Entregas de fertilizantes por estado até julho de 2026, segundo a Anda
EstadoEntregas (milhões de toneladas)
Mato Grosso5,83
Paraná2,60
Goiás2,45
São Paulo2,36
Rio Grande do Sul1,70
Bahia1,65
Minas Gerais1,64

O ritmo de entregas preocupa porque o plantio de soja já acelerou no país, exigindo insumos na reta final do ciclo.

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Por que os nitrogenados preocupam

Entre os nutrientes, os nitrogenados merecem atenção especial, segundo a Anda. As importações de nitrogênio contido em ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio ficaram cerca de 20% abaixo do registrado nos 8 primeiros meses de 2025.

"Esse dado ganha importância porque a segunda metade do ano costuma concentrar aceleração das compras de nitrogenados, associada principalmente ao planejamento das próximas safras e às aplicações no milho", afirmou a entidade.

O que acontece agora

A Anda destaca que a demanda estrutural segue firme, porque a safra brasileira continua em expansão. O que mudou foi a capacidade financeira e o momento de compra do produtor. Levantamentos recentes projetam safra de grãos recorde, de até 366,6 milhões de toneladas.