Uma pessoa que morava perto do Aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, morreu após contrair malária, informaram as autoridades locais nesta quinta-feira (17). É a terceira morte pela doença na cidade, associada a um mosquito Anopheles infectado que chegou ao país em um avião.
A primeira morte ocorreu no início de julho e a segunda em agosto, ambas de funcionários do aeroporto, segundo a Secretaria de Saúde de Frankfurt.
A terceira vítima morava no bairro de Schwanheim, nos limites do aeroporto, segundo a administração municipal. A morte ocorreu logo depois da notificação de dois novos casos de malária na região, na terça-feira (15).
"Ambos os indivíduos haviam sido infectados pelo parasita Plasmodium falciparum, causador da malária, embora não tivessem viajado para uma região onde a doença é endêmica nem trabalhado no aeroporto", informaram as autoridades de saúde de Frankfurt, em nota.
O que é a malária de aeroporto
A malária de aeroporto é um fenômeno raro em que um mosquito infectado chega a um país dentro de um avião ou na bagagem. A transmissão à população local acontece depois, na aeronave, no aeroporto ou nas imediações.
As infecções ocorreram a cerca de 5 km do aeroporto, um dos maiores da Europa. Segundo o Instituto Robert Koch (RKI), órgão de saúde pública alemão, os mosquitos transmissores podem voar entre 5 e 10 quilômetros.
Em julho, seis funcionários do aeroporto haviam contraído malária tropical, a forma mais perigosa da doença, após serem picados por mosquitos vindos em voos de regiões endêmicas.
As autoridades recomendaram aos médicos da região considerar a malária como hipótese diagnóstica em pacientes com febre. Moradores e trabalhadores do aeroporto foram orientados a procurar atendimento médico em caso de sintomas.
O caso alemão contrasta com a tendência no Brasil. Enquanto a Alemanha lida com um surto raro de mosquito importado, o país registrou em 2025 o menor número de casos de malária desde 1978.
Foram 118.037 casos no Brasil em 2025, e as mortes pela doença caíram 30% entre 2024 e 2025, de 56 para 39, segundo balanço que credita parte do resultado à incorporação da tafenoquina, remédio de dose única, pelo SUS.
Em agosto, outro balanço já apontava que o Brasil tinha o menor número de casos de malária em quase 50 anos.


























