O Internacional recebeu, nesta quinta-feira (17/9), um segundo transfer ban da Fifa em menos de um mês. A nova sanção, ligada a uma dívida pela compra do lateral-esquerdo Ramon junto ao Olympiacos, impede o clube de registrar jogadores por três janelas de transferências.

A negociação por Ramon foi feita em janeiro de 2025, junto ao clube grego. Atualmente, o jogador está emprestado ao Vitória.

É a segunda punição da Fifa ao Colorado em pouco tempo: em 25 de agosto, a entidade já havia imposto um transfer ban com as mesmas restrições pela compra do zagueiro Juninho, negociada com o Midtjylland, da Dinamarca, em fevereiro de 2025.

Existe o risco de novos transfer bans e provavelmente acontecerão. Vamos trabalhar para sanar isso e pagar dentro do prazo. Considerando todos os riscos de punições, algumas já estão em negociação.

A fala é do presidente do Inter, Alessandro Barcellos, dada em coletiva após o primeiro transfer ban, no fim de agosto.

O novo bloqueio ocorre em meio ao esforço da diretoria para reorganizar as contas.

Nesta quinta, o clube quitou salários atrasados e antecipou pagamentos com uma doação de R$ 20 milhões do empresário Delcir Sonda. O aporte ajudou a aliviar a pressão sobre o caixa do clube.

O transfer ban impede o registro de novos atletas, mas pode ser retirado caso a pendência que o originou seja resolvida. A janela de transferências já está fechada, e o clube sinalizou, após contratar o atacante Tonny Sanabria, que havia encerrado as movimentações no mercado.

O Inter tem ao menos outros dois débitos recentes: com o Racing, pela compra de Carbonero, e com o Dansoman Wise, clube de Gana, pela contratação de Benjamin Arhin. O clube africano já acionou a Fifa para cobrar a dívida.

O que acontece agora

O Inter ainda não se manifestou sobre a nova sanção. Nos bastidores, a prioridade é manter em dia os compromissos com jogadores e funcionários, caminho que o clube também usa para tentar resolver as dívidas que motivaram os dois transfer bans.