O tempo médio para liberação de laudos de câncer no SUS caiu para 8 dias, ante uma referência anterior de mais de 30 dias, segundo o Ministério da Saúde. A redução é resultado do Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, presente em 25 unidades da Federação, que já realizou 56,5 mil procedimentos neste ano.
O programa usa patologia digital: as lâminas dos exames são digitalizadas e analisadas remotamente por médicos patologistas, o que amplia o acesso a especialistas em regiões com menos profissionais disponíveis para esse tipo de análise.
O que muda para quem está com suspeita de câncer?
Quem está investigando um câncer começa o tratamento mais rápido, porque as equipes médicas recebem o resultado do exame em bem menos tempo. Antes, a espera de mais de um mês por vezes atrasava a decisão sobre a conduta a seguir.
Cada dia de espera pode fazer diferença para quem está investigando um câncer.
A frase é do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao comentar o balanço divulgado nesta quinta-feira (10). É essa urgência que o programa tenta encurtar, trocando o transporte físico de lâminas entre laboratórios pela análise a distância.
O programa tem centros regionais em Manaus (AM), Teresina (PI) e Diamantina (MG), que concentram parte da infraestrutura de digitalização e da análise remota para outras regiões do país com menos patologistas disponíveis.
Das 27 unidades da Federação, 25 já têm serviço integrado à rede do Super Centro, o que deixa de fora, até agora, apenas duas delas. É essa amplitude que sustenta o balanço de 56,5 mil procedimentos em pouco mais de oito meses de 2026.
A modernização tecnológica é uma aposta recorrente do Ministério da Saúde neste ano. Em agosto, o SUS passou a monitorar leitos de UTI de seis capitais em tempo real.
Em outra frente, o ministério também distribuiu 500 aparelhos de ultrassom portáteis a postos de saúde de 23 estados, buscando o mesmo objetivo de diagnóstico mais rápido na ponta do atendimento.





























