O vice-presidente do PT no Rio de Janeiro, Samuel Braun, afirmou que a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem equipes pagas para panfletagem, distribuição de bandeiras e manutenção dos pontos de rua conhecidos como "banquinhos".

"O Lula não tem nenhuma equipe paga para panfletar, bandeirar ou manter banquinhos. Você imagina uma campanha de vereador sem equipes? A deputada, governador? Pois é. Mas a campanha do Lula, presidente, não tem", disse Braun, em vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira (18).

Segundo ele, a Direção Nacional do PT decidiu concentrar na Executiva Nacional os pagamentos da estrutura de campanha. Antes, os diretórios estaduais recebiam recursos do Fundo Eleitoral para contratar pessoal e comprar materiais.

Braun afirmou que o partido reservou mais de R$ 120 milhões para a candidatura de Lula. Segundo cálculo apresentado por ele, mais de R$ 10 milhões caberiam ao Rio de Janeiro.

A decisão é enviar zero para cá e para todos os outros Estados. Não tem como distribuir equipes, porque zero não é divisível.

Sem equipe paga, sobra para militantes voluntários bancar sozinhos o trabalho de rua que decide eleição no varejo.

O PT já havia remanejado recursos do Fundo Eleitoral neste ciclo: em agosto, o partido elevou a verba destinada ao Senado de R$ 12,5 milhões para R$ 62 milhões.

A disputa por recursos de campanha é tema recorrente na legenda. No fim de agosto, Lula acionou o TSE contra o PL por suspeita de desvio de R$ 134 milhões do fundo partidário.

O gasto de campanha também é notícia em outras disputas do ciclo: os marqueteiros lideram os gastos de Tarcísio e Haddad na corrida ao governo de São Paulo.

Braun cobrou que a Direção Nacional contrate equipes ou repasse os recursos aos diretórios estaduais.

"Torço que, assim como as críticas sobre o material surtiram efeito, as denúncias sobre a ausência de pessoal contratado façam a Nacional contratar agentes ou nos distribuir os recursos para que nós façamos as contratações por aqui. É urgente", declarou.

Procurada, a presidência nacional do PT não respondeu até a publicação desta matéria.