Dois dos seis filmes finalistas para representar o Brasil no Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional, foram gravados em Belo Horizonte: "Nosso Segredo", de Grace Passô, e "Vicentina Pede Desculpas", de Gabriel Martins. As produções movimentaram R$ 10 milhões e geraram 860 empregos na capital mineira, segundo a Prefeitura de BH. O escolhido sai nesta quarta-feira (16).
A Academia Brasileira de Cinema formou uma comissão de 15 profissionais do setor audiovisual e reduziu a lista de 15 longas a seis finalistas. O escolhido disputará depois, com filmes de outros países, uma vaga entre os indicados ao Oscar 2027.
Não é a primeira vez que produções de Minas Gerais chegam a festivais internacionais de peso.
Quais são os seis finalistas do Brasil?
Concorrem à vaga seis longas selecionados a partir de uma lista inicial de 15 produções. Dois foram rodados em Belo Horizonte: "Nosso Segredo", vencedor do Festival de Gramado, e "Vicentina Pede Desculpas", do diretor de "Marte Um".
- "Nosso Segredo": direção de Grace Passô, vencedor do Festival de Gramado, com estreia internacional em fevereiro no Festival de Berlim, gravado em Belo Horizonte
- "Vicentina Pede Desculpas": direção de Gabriel Martins, o mesmo de "Marte Um", estreou no Festival de Toronto em 12 de setembro, gravado em Belo Horizonte
- "100 Dias": direção de Carlos Saldanha, inspirado no livro do navegador Amyr Klink
- "A Fabulosa Máquina do Tempo": documentário de Eliza Capai sobre um grupo de meninas do sertão do Piauí
- "A Natureza das Coisas Invisíveis": direção de Rafaela Camelo, sobre amizade e dilemas entre meninas
- "Feito Pipa": direção de Allan Deberton, venceu o Urso de Cristal e o Prêmio do Júri no Festival de Berlim
No longa mineiro "Vicentina Pede Desculpas", a protagonista vivida por Rejane Faria perde o filho Wesley, motorista de ônibus, em acidente. A investigação sugere que o ato dele pode ter sido proposital, e ela busca as famílias das vítimas para pedir desculpas.
A produção é da Filmes de Plástico, de Contagem, em parceria com a Netflix, e ficou mais de dez anos em desenvolvimento. Uma cena foi filmada no Viaduto Helena Greco, na capital mineira.
As duas produções gravadas na capital mineira somaram R$ 10 milhões em investimento e geraram 860 empregos, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, com apoio da Belo Horizonte Film Commission, criada em 2022.
O que acontece agora
A Academia Brasileira de Cinema anuncia o representante do país nesta quarta-feira (16), pela mesma comissão de 15 profissionais do setor audiovisual. Antes disso, "Vicentina Pede Desculpas" ainda chega aos cinemas selecionados em 5 de novembro e à Netflix em 20 de novembro.
BH vira polo recorrente de produção
As duas produções correspondem a quase um terço do que a Belo Horizonte Film Commission atraiu para o município em dois anos de operação, R$ 30 milhões entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2024. É um impacto menor que o do Rock in Rio.
"Cumprimos nosso objetivo de trazer cada vez mais filmagens e investimentos para Belo Horizonte", disse o subsecretário municipal de Cultura, Gabriel Portela, em balanço da prefeitura sobre os dois primeiros anos da Film Commission, divulgado em fevereiro de 2024.


























