O PL elegeu 121 deputados federais no domingo (4), a maior bancada de um único partido desde a Constituição de 1988. Mas o bloco de direita como um todo somou apenas 276 cadeiras, uma a mais que as 275 de 2022.
O número mostra que o avanço do PL não ampliou o espaço da direita no Congresso: ele redistribuiu cadeiras dentro do próprio campo. A esquerda caiu de 125 para 124 deputados, e o centro ficou estável em 113.
Quem perdeu espaço para o PL crescer
O União Brasil teve a maior queda da eleição: de 59 para 46 deputados, 13 cadeiras a menos. O PDT perdeu 11, caindo de 17 para 6. MDB e PP perderam 6 cadeiras cada um.
São legendas que, como o PL, integram ou já integraram a base de sustentação de governos de direita e centro-direita. A migração de eleitores e de palanques entre essas siglas explica por que o bloco ideológico quase não se moveu.
Os partidos médios que cresceram no silêncio
Enquanto a disputa pela maior bancada concentrava atenção, três partidos médios tiveram o maior crescimento proporcional depois do PL. O Podemos saltou de 18 para 27 deputados, o Novo foi de 3 para 10, e o PC do B passou de 6 para 11.
O resultado consolida uma tendência que a cláusula de barreira vem acentuando a cada eleição, com menos candidaturas a cada ciclo: o número de partidos com deputado eleito caiu de 30, em 2018, para 20 em 2026, o menor total desde 2002.
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O ponto em aberto
A Câmara de 2027 chega mais concentrada em poucas siglas grandes, mas com o equilíbrio entre direita, centro e esquerda quase igual ao de 2023.
Resta saber se a concentração dentro do bloco de direita vai virar bancada mais coesa nas votações, ou se a disputa que tirou cadeiras de União Brasil, PDT, MDB e PP para o PL vai se repetir em barganhas por cargos e relatorias.





























