Um bueiro explodiu na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste sábado (3), e deixou três pessoas feridas. Duas mulheres e um homem sofreram queimaduras de 1º e 2º grau e foram levados, conscientes, à Santa Casa de São Paulo.
Segundo a Polícia Militar, a explosão aconteceu em uma galeria subterrânea na altura do número 52 da avenida, no bairro da Bela Vista, região central da capital. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h23.
O que a PM diz sobre o ato político
A explosão ocorreu enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), faziam o encerramento de campanha na mesma via, na véspera do primeiro turno.
Também participaram do ato os candidatos ao Senado por SP Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), numa das corridas mais disputadas do estado segundo as pesquisas sobre o Senado paulista.
"A ocorrência não tem relação com o ato político e foi registrada em ponto distante da concentração de manifestantes", afirmou a corporação em nota. A PM negou ainda ter imposto qualquer impedimento ao trajeto pedido pelos organizadores do ato.
A disputa pela mudança de rota
O ato precisou seguir pela Rua Augusta depois de a Prefeitura de São Paulo alegar que a Paulista não poderia sediar eventos em 3 e 4 de outubro, por orientação do TRE-SP para garantir a circulação no período eleitoral.
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O tribunal depois autorizou a caminhada na avenida, desde que não bloqueasse o trânsito.
Não é a primeira vez que a Paulista vira ponto de atrito entre campanha e policiamento. Em setembro, a PM usou bombas de gás antes de um ato de Flávio Bolsonaro no mesmo trecho.
Representantes da campanha do PT responsabilizaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela mudança e disseram que a PM impediu os trios elétricos de se posicionar na Paulista.
A corporação negou a acusação sobre o trajeto e reiterou que a explosão não tem relação com o ato político.
O que acontece agora
As causas da explosão ainda são apuradas, e o estado de saúde das vítimas não foi divulgado. A Prefeitura de São Paulo foi procurada por mais de um veículo de imprensa e não respondeu até a publicação desta matéria.






























