O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou à véspera do 1º turno, neste sábado (3), sem ter feito nenhum ato de rua ao lado da madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

As agendas de campanha do 1º turno se encerraram no mesmo dia, véspera da votação de domingo (4).

A ausência de agenda conjunta remonta a uma crise pública aberta em junho de 2026. Michelle deixou a presidência do PL Mulher após um desentendimento com o enteado. Em vídeo, afirmou que havia sido maltratada e humilhada por ele.

Nos últimos dois meses, Michelle postou poucos vídeos ao lado de Flávio em proporção ao total de publicações que fez nas redes sociais. Concentrou a própria campanha ao Senado.

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Flávio, por sua vez, citou Michelle como uma das candidatas do PL ao Senado pelo Distrito Federal em transmissões ao vivo. Não fez, porém, maiores acenos públicos à esposa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a CNN Brasil, a expectativa de aliados por uma participação mais coesa da ex-primeira-dama começou a desmoronar quando surgiram, nos bastidores, os primeiros sinais de divergência pela herança do espólio político e eleitoral de Jair.

Michelle Bolsonaro discursa ao microfone em evento de campanha
Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, concentrou a campanha do 1º turno em agenda própria. Foto: Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Na época das convenções partidárias e no início oficial da campanha, os dois fizeram declarações à imprensa sugerindo uma reconciliação. Na prática, porém, nunca mais posaram juntos em público.

Ambos chegam à reta final do 1º turno bem posicionados independentemente do apoio mútuo, o que é visto com alívio por aliados. Flávio disputa o Planalto como o nome com mais condições de desafiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como está a disputa pelo Senado no DF

Michelle lidera a disputa pelo Senado no Distrito Federal. Pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro já havia colocado Michelle Bolsonaro na liderança da corrida, com 23% das intenções de voto.

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Na sequência vêm Bia Kicis, que lançou candidatura ao mesmo cargo, e Leila do Vôlei, ambas tecnicamente empatadas com 18%. Erika Kokay aparece com 13%.

O instituto ouviu 910 pessoas no DF entre 28 de setembro e 1º de outubro, a pedido da Globo e da Folha. A margem de erro é de 3 pontos, e o levantamento está registrado no TSE sob os números DF-00905/2026 e BR-09530/2026.

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Na disputa presidencial, pesquisas divulgadas na reta final da campanha mostravam Flávio reduzindo a distância para Lula no 1º turno, repetindo o que pesquisa Quaest já havia indicado em setembro, quando Flávio ficou à frente de Lula pela primeira vez num levantamento.

O que acontece agora

A votação do 1º turno ocorre neste domingo (4). Se nenhum candidato à Presidência ultrapassar a metade dos votos válidos, a disputa entre os mais votados segue para o 2º turno, previsto para o fim de outubro.

Michelle concorre em votação ao Senado pelo DF decidida também neste domingo. Até lá, nenhum novo ato de campanha com Flávio está previsto.