Três pesquisas Quaest divulgadas na véspera da eleição deste domingo (4) mostram cenários bem diferentes. Em Pernambuco, Raquel Lyra tem 52% dos votos válidos, acima da marca para vencer no 1º turno. No Rio, Eduardo Paes tem 49%, um ponto abaixo.

A governadora Raquel Lyra (PSD) soma 52% dos votos válidos contra 47% de João Campos (PSB), diferença de cinco pontos. A margem de erro da Quaest é de dois pontos, o que ainda deixa alguma dúvida sobre o resultado exato.

No Rio, Eduardo Paes (PSD) tem 49% dos votos válidos contra 40% de Douglas Ruas (PL). Estar a um ponto de 50% significa que o resultado pode ficar tanto acima quanto abaixo da marca, dentro da mesma margem de erro de dois pontos.

As duas pesquisas ouviram eleitores entre 2 e 3 de outubro, foram encomendadas pela Globo e estão registradas no TSE.

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O mesmo padrão aparece na disputa presidencial. A pesquisa CNT/MDA aponta Lula com 47,8% e Flávio Bolsonaro com 42,1% no 1º turno, e um empate técnico num eventual 2º turno, dentro da margem de erro de 2,2 pontos.

O que muda para quem vota domingo

Para o eleitor, a diferença está no resultado da urna. Em Pernambuco, um resultado dentro do esperado já define o governo. No Rio e na disputa presidencial, qualquer um dos dois lados pode estar à frente quando a margem de erro for descontada.

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A disputa em Pernambuco já foi mais apertada: em setembro, uma pesquisa chegou a mostrar Raquel Lyra e João Campos empatados. Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro chegou a ficar à frente de Lula pela primeira vez, em setembro, pela própria Quaest.

O que ainda pode mudar até domingo

O que separa uma eleição decidida domingo de uma que segue indefinida é um detalhe técnico: a margem de erro da própria pesquisa.

Quando a distância até os 50% dos votos válidos é menor que essa margem, o resultado só se confirma na apuração. É o caso do Rio e da disputa presidencial; não é o caso de Pernambuco.