A primeira seção eleitoral do pleito 2026 abriu às 8h deste domingo (4) no horário local em Wellington, na Nova Zelândia, o equivalente às 16h de sábado (3) em Brasília. Com isso, começou a votação dos 918.876 brasileiros aptos a votar fora do país.

A votação no exterior se estende por mais de 29 horas, por causa dos diferentes fusos horários. O processo começa na Oceania e só termina às 21h de domingo (4), pelo horário de Brasília, em seções no Canadá.

O eleitor com domicílio no exterior vota só para presidente e vice-presidente. Não há votação para governador, senador ou deputados, cargos que só quem mora no Brasil escolhe neste mesmo domingo.

O eleitorado brasileiro no exterior soma 918.876 pessoas, segundo o TSE. É um crescimento de 31,82% em relação a 2022, quando eram 697.078 eleitores habilitados. Desde 2010, o grupo cresceu 358%.

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Mulheres são 57% do eleitorado no exterior; homens, 43%.

Mais da metade, 52%, é solteira. A votação ocorre em 186 cidades de outros países, segundo a Metrópoles. Já o g1 contabiliza 134 países no total.

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Por que o eleitorado no exterior cresce tão rápido

O crescimento maior aparece justamente onde mora mais brasileiro fora do país. Estados Unidos, Portugal e Japão concentram os maiores contingentes de eleitores no exterior, segundo o TSE, e a Itália teve alta de 17,5% só para este outubro.

O eleitorado no exterior já havia somado quase 1 milhão de eleitores, segundo levantamento publicado em setembro.

O que esse crescimento ainda não resolve

O eleitor no exterior só escolhe presidente, então o crescimento da diáspora não muda a disputa por governo, Senado ou Câmara em nenhum estado. O que ele muda é o peso relativo do voto de fora nas eleições presidenciais, cada vez maior a cada ciclo.