Uma espécie de pepino-do-mar encontrada nos oceanos Pacífico e Índico pode viver mais de 120 anos, segundo um estudo publicado em outubro na revista iScience, com base em DNA coletado por pesquisadores. O animal é consumido como iguaria e está ameaçado de extinção.
A descoberta partiu de um trabalho iniciado no ano 2000 na Grande Barreira de Corais, na Austrália, quando pesquisadores coletaram tecido e registraram o DNA de dezenas de indivíduos. Como o animal perde marcas físicas rápido, o material genético funcionou como identificação individual.
Mais de duas décadas depois, em 2024, a equipe voltou a um dos pontos de coleta e encontrou novos exemplares. Comparando o DNA, identificou que 31 deles eram os mesmos animais analisados 24 anos antes.
A taxa de mortalidade anual estimada foi baixa. Isso permite projetar que alguns indivíduos vivam mais de um século.
Em vez de crescer, os animais recapturados ficaram mais leves e menores do que eram no início do estudo. A causa ainda não está clara, mas pode envolver mudanças ambientais ou variações naturais do corpo desses animais.
Por que a espécie demora para se recuperar
A espécie demora para se recuperar porque não repõe população rápido: os pesquisadores não encontraram exemplares jovens nem no início do estudo, nem 24 anos depois. Para um animal já pressionado pela pesca, isso dificulta a recuperação.
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Outras descobertas recentes reforçam como a ciência tem revisado o que sabemos sobre a vida animal. Em setembro, pesquisadores mediram o coração da baleia-azul em até 200 kg, o maior do mundo animal. Cada descoberta mostra como dados biológicos simples revelam recordes de longevidade.
Uma onça-pintada do Exército virou a mais velha do mundo em cativeiro.
Um papagaio neozelandês que não voa também bateu recorde de longevidade, com população chegando a 325 exemplares.





























