Minas Gerais deve colher 32,4 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026, um salto de 25,9% em relação à safra anterior, segundo o 1º Levantamento da Safra de Café 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado coloca o estado na liderança da maior safra de café já registrada no Brasil, estimada em 66,2 milhões de sacas em todo o país, alta de 17,1% sobre o ciclo passado.
O avanço mineiro é puxado pelo café arábica, que deve somar 31,8 milhões de sacas (+26,4%), enquanto o conilon soma 602,2 mil sacas (+3,1%). A produtividade média do estado subiu 18,4%, para 28,5 sacas por hectare, em uma área produtiva de 1,54 milhão de hectares (+4,1%). Por região, o Cerrado Mineiro teve o maior salto proporcional, com 6,99 milhões de sacas (+46,5%), seguido pelo Sul de Minas, com 14,6 milhões de sacas (+21,4%).
Colheita avança, mas chuva prejudica qualidade
Na região atendida pela cooperativa Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado), que reúne mais de 800 produtores associados, 60% da colheita já estava concluída até 24 de julho, com expectativa de 2,8 milhões de sacas de café arábica na área de abrangência da cooperativa. Chuvas fora de época, com acumulado de cerca de 80 milímetros em três períodos distintos entre junho e julho, elevaram a queda de frutos no pé de um patamar normal de 10% para até 30%, afetando a qualidade de parte da produção.
"Uma boa safra em termos quantitativos, mas a chuva afetou a qualidade", resumiu Simão Pedro de Lima, presidente executivo da Expocacer.
















