A Vale produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no segundo trimestre de 2026, alta de 0,8% em relação ao mesmo período de 2025 e o melhor volume para um 2º trimestre desde 2018. O resultado veio 20,9% acima do primeiro trimestre deste ano. As vendas de minério de ferro somaram 79,7 milhões de toneladas, crescimento de 3% na comparação anual. Em Minas Gerais, os projetos Capanema, em Ouro Preto, e VGR1, em Nova Lima, contribuíram para o avanço da produção. O balanço financeiro completo do trimestre será divulgado em 30 de julho.

Analistas do Santander projetam custo caixa (C1) de US$ 25 por tonelada no trimestre, patamar acima do período anterior, pressionado pela variação cambial e pela alta do petróleo, do diesel e do frete.

Renúncia no conselho de administração

Na mesma segunda-feira (27), o vice-presidente do conselho de administração da Vale, Marcelo Gasparino, apresentou carta de renúncia ao cargo, dias depois de perder a disputa pela presidência do colegiado. A saída ocorreu após o próprio conselho aprovar sua destituição, com base em conclusão de auditoria externa independente de que ele teria vazado informações confidenciais discutidas em reunião de 19 de junho, que tratou da destituição do então presidente do conselho, Daniel Stieler.

Gasparino nega ter vazado informação confidencial. Segundo ele, compartilhou com um analista de mercado apenas o texto do próprio voto por escrito na reunião de junho — documento que, segundo o conselheiro, já havia sido formalmente entregue à Vale e continha só sua avaliação pessoal. "O compartilhamento, em caráter reservado, de um documento de minha exclusiva autoria não poderia ser confundido com vazamento de informação confidencial", escreveu. Ele também criticou a atual gestão do conselho, afirmando que esta trata "transparência como sinônimo de ameaça". Procurada, a Vale não comentou o conteúdo da carta.