A Insitu, subsidiária de drones da Boeing, e a Gogo, provedora de wi-fi para aviação, testaram com sucesso nesta terça-feira (22) um drone militar conectado à internet via satélite. A dupla quer driblar a dependência da rede Starlink, de Elon Musk.
A Gogo Special Missions, braço militar da empresa, e a Insitu integraram uma versão modificada da antena Galileo HDX ao drone Integrator, aeronave não tripulada usada por clientes militares para vigilância e reconhecimento.
O sistema dá acesso global de alta velocidade à internet pela rede de satélites da Eutelsat OneWeb. Diferente da Starlink, ele não está sujeito ao Regulamento de Tráfico Internacional de Armas (Itar) dos EUA, o que facilita a exportação para clientes internacionais.
"Adicionar uma opção de Satcom de alta velocidade isenta das regras do Itar é um recurso essencial para nossos clientes globais", afirmou John Kelly, vice-presidente de crescimento da Insitu, em comunicado.
Segundo ele, a tecnologia vai ampliar o alcance de comando e controle e agilizar a transmissão de dados de sensores no campo de batalha. Gogo e Insitu não divulgaram cronograma para a implantação do sistema.
O movimento acompanha o uso cada vez maior de drones na guerra, apoiados por sistemas de satélite como a Starlink desde a guerra da Rússia na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio. Forças armadas buscam operar drones em alcances maiores e resistir a interferência.
A venda de Starlink e Starshield a usuários militares é importante fonte de receita para a empresa de Musk, que também testa conexão direta por satélite no Brasil. Governos europeus e setores do Pentágono já manifestaram preocupação com essa dependência.
Depender de uma única rede de satélites para operações militares é hoje um risco que preocupa aliados dos Estados Unidos.





























