A Justiça do Ceará decretou nesta terça-feira (22) a prisão preventiva de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da universitária Isabelle Caracristi, encontrada morta em Fortaleza no dia 13 de setembro. Ele é investigado por indução ao suicídio e violência psicológica.
O corpo de Isabelle foi encontrado no pátio do condomínio onde morava, no bairro Aldeota. A TV Sim acompanha o caso desde que a polícia passou a procurar o namorado, dias antes da prisão.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), já havia determinado rigor na investigação, uma semana antes da prisão.
Segundo a decisão judicial, a gravidade das condutas de controle psicológico que antecederam a morte, somada à necessidade de garantir a ordem pública e a instrução criminal, justificou a prisão preventiva.
Dados do celular de Isabelle mostram controle coercitivo sobre a vida financeira e profissional dela, além de mensagens em que ela se dizia "ameaçada, manipulada e doente". Duas horas antes da morte, ela enviou um áudio relatando ameaças do namorado.
A decisão também registra que ele deixou o apartamento cerca de cinco horas após a queda e mudou de endereço, antes de se apresentar à polícia. O comportamento após a morte fez a investigação mudar de rota e passar a apurar a participação dele.
O laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) apontou politraumatismo como causa da morte, compatível com impacto contra o solo. Os exames toxicológicos deram resultado negativo, e a perícia descartou a hipótese de gravidez levantada por um irmão dela um dia antes.
A advogada de João Munhoz Neto, Lígia Peixe, contesta a tese da acusação.
Na verdade, eu acho que é mais uma resposta midiática. Foi suicídio, foi. O que é que ele tem a ver com isso?
Segundo a advogada, João não estava no condomínio no momento da morte e se apresentou voluntariamente à polícia, entregando o celular. Ele nega que o relacionamento fosse conturbado e afirma ter deixado o apartamento para ir a uma missa.
O que acontece agora
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigação, que reúne a Delegacia de Homicídios, a Delegacia de Defesa da Mulher e a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.
Sete pessoas já foram ouvidas, e os celulares apreendidos, incluindo o da mãe de João, seguem em perícia.
O caso segue sem data de audiência de custódia. Casos de violência no namoro voltaram à pauta nacional depois que um suspeito de matar a namorada a golpes de capacete foi preso em MG. Em caso de necessidade, o CVV atende pelo 188.































