O Inmet prevê chuva abaixo da média em outubro na maior parte do Centro-Oeste, exceto no sul e leste do Mato Grosso do Sul. A previsão inclui calor até 2°C acima do normal, o que pode prejudicar o plantio da soja.
O déficit de chuva se concentra em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.
Segundo o instituto, o calor de até 2°C acima da média, somado ao solo seco, pode reduzir o armazenamento de água necessário para a semeadura da soja, do milho e do feijão da primeira safra.
No Norte do país, a chuva também deve ficar abaixo da média, com risco à emergência da soja e do milho pela restrição hídrica. O excesso de água, no extremo oposto, preocupa o Sul.
As chuvas por lá devem superar a média em até 75 mm, podendo chegar a 200 mm acima do histórico no oeste do Rio Grande do Sul.
As chuvas de setembro haviam melhorado as condições de plantio no Centro-Oeste, principalmente em Goiás, mas a umidade do solo em Mato Grosso já seguia baixa. A nova previsão do Inmet reverte parte desse alívio. O respiro durou pouco mais de uma semana.
Desde agosto, o plantio da soja no Centro-Oeste vive um vaivém climático. A seca ameaçou o início da semeadura em Mato Grosso e Goiás, e, dias depois, o estado liberou o plantio mesmo sob alerta do El Niño.
O que acontece agora
A safra de soja 2026/27 está no início da janela de plantio no Centro-Oeste, que normalmente vai até novembro. O Inmet atualiza a previsão mensalmente, e produtores de Mato Grosso e Goiás devem monitorar a umidade do solo antes de decidir a data da semeadura.






























