A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado entrou em novo empate técnico, segundo levantamento do Paraná Pesquisas desta terça-feira (22). Simone Tebet (PSB) tem 29,6%, Guilherme Derrite (PP) aparece com 29,3%, Marina Silva (Rede) soma 28,3%. André do Prado (PL) marca 25%.
O instituto informa que a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Como a diferença entre Tebet e Prado é de 4,6 pontos, os quatro primeiros seguem embolados na leitura técnica do levantamento.
A fotografia reforça um cenário que a TV Sim já vinha acompanhando. Em 20 de setembro, cinco nomes apareciam embolados na corrida paulista ao Senado. A nova rodada deixa Ricardo Salles (Novo), com 10,6%, fora do pelotão principal neste recorte.
Segundo o Paraná Pesquisas, Geraldo Rufino (Pode) tem 5,4%, Soninha Francine (Cidadania) marca 3,5%, Dra. Eliana Ferreira (PSTU) aparece com 2% e Maíra de Souza (UP) soma 1,8%. Os demais nomes ficam abaixo de 1,5%.
O dado que mais pesa para a campanha é a distância curta entre os quatro primeiros, não a ordem exata da lista. Em pesquisa eleitoral, diferença dentro da margem não autoriza dizer que um candidato passou outro.
Como foi feita a pesquisa?
A pesquisa foi financiada pelo PL e ouviu 1.600 eleitores de 16 anos ou mais em 70 cidades de São Paulo, presencialmente, entre 19 e 21 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o registro no TSE é SP-03057/2026.
A metodologia importa porque a disputa está no limite estatístico. Brancos, nulos e nenhum somam 10,4%, enquanto 6,6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
O que muda na disputa paulista?
O que muda na disputa paulista é a pressão sobre as campanhas de Senado, mais fragmentadas que a corrida ao governo. No mesmo levantamento, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 50,7% contra 33,3% de Fernando Haddad (PT) no cenário estimulado.
Esse contraste separa as duas brigas no estado.
A TV Sim mostrou na segunda-feira (21) que Tarcísio aparecia com vantagem ampla em outro levantamento; no Senado, a ordem ainda depende de pequenas oscilações.
A eleição paulista também tem peso nacional porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Uma vaga no Senado dura oito anos, e em 2026 cada eleitor escolherá dois nomes para representar o estado.
O que acontece agora
O próximo passo é acompanhar se novas rodadas confirmam o empate ou se algum candidato descola do bloco principal. A série recente já teve outro empate técnico no Senado por SP, sinal de que a disputa ainda está aberta.
Até lá, a leitura conservadora é que Tebet, Derrite, Marina e Prado disputam as duas vagas em um mesmo grupo. O levantamento não permite transformar a ordem numérica em vantagem consolidada.
































