A Fifa quer que a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, seja a primeira superavitária da história da modalidade. A meta foi citada neste domingo (20) por Thiago Jannuzzi durante inspeção à Arena Castelão, em Fortaleza, capital cearense.
Segundo o ge, a visita faz parte de uma rodada técnica pelas oito cidades-sede. A comitiva reúne cerca de 100 funcionários e verifica itens que vão do Wi-Fi para a imprensa aos acessos da torcida, passando pela estrutura física e pela manutenção do gramado.
O Castelão receberá nove partidas do Mundial. Antes de Fortaleza, a Fifa passou por Beira-Rio, Maracanã, Mineirão, Mané Garrincha e Arena Corinthians; depois, a agenda segue para Fonte Nova e Arena de Pernambuco.
A ambição financeira muda o peso da vistoria: cada estádio precisa funcionar como arena esportiva, produto turístico e operação de transmissão ao mesmo tempo. A TV Sim já mostrou que o Castelão investe em gramado híbrido e melhorias para chegar ao torneio.
Em outra reportagem do ge, Jannuzzi explicou que os estádios serão entregues à Fifa 14 dias antes do primeiro jogo em cada local. Não há previsão de troca de gramado nas oito sedes. O prazo, segundo ele, é suficiente para o tratamento final dos campos.
A conta também depende de público.
Em agosto, o Terra publicou projeção da Fifa de mais de 2 milhões de torcedores nos estádios brasileiros. Em março, a Agência Brasil informou que a entidade anunciou R$ 4,2 bilhões em investimentos para a competição.
A Copa de 2027 já mexe com outras áreas do calendário nacional. A discussão sobre férias escolares durante a Copa Feminina mostra que o evento saiu do campo esportivo e entrou na rotina de cidades, escolas e turismo.
O que a Fifa está medindo nos estádios?
A Fifa está medindo operação, transmissão e experiência de público nos estádios da Copa Feminina. A vistoria olha internet para imprensa, acessos, circulação da torcida, estrutura física e manutenção do gramado antes da entrega final das arenas.
O cronograma citado pelo ge coloca o Castelão no meio da rota. A lista começou pelo Beira-Rio em 13 de setembro e termina em 22 de setembro na Arena de Pernambuco.
Por que o superávit seria inédito?
O superávit seria inédito porque a própria Fifa trata a edição brasileira como chance de virar a chave financeira do futebol feminino. A meta junta investimento, público projetado e uso de estádios que já receberam a Copa masculina de 2014.
O desafio é converter estrutura pronta em receita nova. A fase final da Copa das Campeãs de 2027, também organizada pela Fifa, mostra que a entidade tenta criar calendário global anual para o futebol feminino de clubes.






























