A OpenAI começou nesta terça-feira (4) a exibir anúncios no ChatGPT para usuários brasileiros de 18 anos ou mais nos planos Free e Go. Assinantes dos planos pagos, como Plus e Pro, continuam sem publicidade. O Brasil é o terceiro maior mercado do chatbot em usuários ativos semanais, atrás de EUA e Índia.

A empresa já havia testado o modelo publicitário nos Estados Unidos, onde o piloto começou em janeiro e gerou US$ 100 milhões em receita anualizada em seis semanas, com mais de 600 anunciantes participando. Para 2026, a OpenAI projeta US$ 2,5 bilhões em receita de anúncios globalmente — hoje, menos de 3% dos mais de 900 milhões de usuários semanais do ChatGPT pagam assinatura.

Como aparecem os anúncios

Segundo a OpenAI, os anúncios surgem abaixo das respostas geradas pelo modelo, com identificação clara de que se trata de publicidade, sem interferir no conteúdo produzido pela inteligência artificial. Cinco grandes agências publicitárias — BETC Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP — já participam do piloto brasileiro, e a empresa deve lançar nos próximos dias uma plataforma de autoatendimento para anunciantes de qualquer porte criarem e medirem campanhas sem depender de agência.

Por que o Brasil entrou no piloto

A escolha do Brasil reflete o peso do país na base de usuários do ChatGPT. A Anthropic, dona do chatbot concorrente Claude, adotou postura oposta e promoveu neste ano a ausência de anúncios durante o Super Bowl como diferencial de marca.