A Justiça de Minas Gerais aceitou processar a recuperação judicial de 41 empresas do Grupo Saritur, que soma dívidas de R$ 959,7 milhões. A decisão é da juíza Cláudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial de BH, e dá ao grupo 60 dias para apresentar um plano de recuperação. Em BH, a Saritur opera 37 linhas de ônibus.

O prazo de 60 dias para apresentação do plano é improrrogável e começa a contar da publicação da decisão. Já as ações e execuções movidas contra créditos sujeitos à recuperação foram suspensas por 180 dias, contados desde 28 de maio de 2026, data das primeiras medidas cautelares do processo. As 37 linhas de ônibus que a Saritur opera na capital mineira, de forma exclusiva ou compartilhada com outras empresas, continuam funcionando normalmente durante o processo.

O que motivou a crise financeira do grupo?

Segundo o próprio Grupo Saritur, a origem do problema é a pandemia de Covid-19, que derrubou a demanda por transporte coletivo e rodoviário. A retomada do número de passageiros nos anos seguintes foi lenta e insuficiente para reequilibrar as contas, enquanto os custos operacionais — combustível, peças, pneus e manutenção da frota — seguiram em alta. Mesmo depois de medidas de contenção de despesas e renegociação de dívidas, o grupo não conseguiu evitar o risco de insolvência. A Saritur é um dos maiores grupos de transporte coletivo de passageiros do país.