A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 1,587 trilhão no primeiro semestre de 2026, o maior valor da série histórica para o período, com crescimento real de 6,63% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Os números foram divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (30).
Só em junho, o Fisco recolheu R$ 264,437 bilhões, alta real de 7,72% sobre junho do ano passado — resultado que também é recorde para o mês. Do total, R$ 255,307 bilhões vieram de receitas administradas pela própria Receita Federal (avanço real de 7,66%) e R$ 9,130 bilhões de receitas administradas por outros órgãos (alta de 9,62%).
Petróleo é o principal motor do salto
Os tributos ligados à extração de petróleo e gás renderam R$ 15,388 bilhões em junho e R$ 66,1 bilhões no acumulado do semestre. O imposto sobre a exportação de petróleo sozinho somou R$ 3,8 bilhões no mês, contra R$ 819 milhões em junho de 2025. No setor, o IRPJ e a CSLL tiveram aumento real de 1.629% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Parte do resultado, porém, é extraordinária. A Receita contabilizou R$ 7,7 bilhões em receitas atípicas em junho — R$ 4 bilhões de IRPJ e CSLL sobre resultados de empresas e R$ 3,77 bilhões da tributação da exportação de óleo bruto. No semestre, os eventos atípicos somam R$ 15,8 bilhões. Descontados esses ganhos, a alta real de junho cairia de 7,72% para 4,38%.
Juros altos engordam a mordida sobre investimentos
O IRRF sobre rendimentos do capital recolheu R$ 29,4 bilhões em junho, alta real de 12,43%, e R$ 92,2 bilhões no semestre, avanço real de 16,36%. Beneficiada pelos juros elevados, a arrecadação teve como principal impulso as aplicações em renda fixa, com crescimento nominal de 31,92%.
IRPJ e CSLL somaram R$ 33,2 bilhões no mês, com alta real de 20,40%; a Receita atribuiu o resultado ao crescimento de 32,17% da arrecadação da estimativa mensal das empresas. Outros destaques de junho foram o Imposto de Importação, com avanço real de 22,87%, e as receitas previdenciárias, com alta de 4,69%. O IOF rendeu R$ 8,4 bilhões no mês e acumula aumento de 30,4% no semestre.
Segundo o Fisco, o desempenho do período decorreu principalmente da contribuição previdenciária e dos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL. Até a publicação desta reportagem, a Receita Federal e o Ministério da Fazenda ainda não haviam publicado o comunicado com os dados em suas páginas de notícias.














