Quem ainda tenta limpar o nome tem mais um mês. O Ministério da Fazenda oficializou no sábado (1º), em portaria publicada no Diário Oficial da União, a prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias Desenrola Brasil 2.0 até 31 de agosto. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Com o novo prazo, os consumidores têm até o fim do mês para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito. As regras do programa permanecem inalteradas. Pela portaria, a prorrogação se aplica exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho, no mínimo mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Sem novo dinheiro público
Durigan afirmou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, porque os recursos já destinados ao programa são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que quem ainda está em negociação com instituições financeiras consiga concluir o processo de regularização.
O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. Entre os citados por ele estão motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que querem trocar de veículo pelo Programa Move Brasil. Pela avaliação do ministro, o prazo extra dá tempo para o consumidor regularizar a situação financeira antes de contratar novas operações de crédito, inclusive o financiamento de um veículo.
Quem pode entrar e quanto o programa já renegociou
De acordo com o balanço divulgado pelo governo, o Desenrola 2.0 já renegociou mais de R$ 22 bilhões em cerca de 3,6 milhões de acordos, com mais de 9 milhões de famílias atendidas — a meta com a prorrogação é chegar a 10 milhões. Mais de 1,6 milhão de pessoas optaram por parcelar o que devem.
O público-alvo são pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 por mês, com dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026 e atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Os juros da renegociação são limitados a 1,99% ao mês e os descontos vão de 30% a 90% sobre o valor principal. O governo reservou R$ 5,7 bilhões do FGO como garantia às instituições financeiras, e o trabalhador pode usar até 20% do saldo disponível do FGTS ou R$ 1.000 — o que for maior — para quitar o débito.














