O ex-maratonista olímpico Daniel Ferreira do Nascimento, conhecido como Danielzinho, foi encontrado com vida no sábado (1º), na Rua Dr. Ubaldino do Amaral, no bairro do Belenzinho, na zona leste de São Paulo. Ele estava desaparecido havia 44 dias.
O atleta foi reconhecido na rua por um pedestre, que acionou a Guarda Civil Metropolitana (GCM). De acordo com a corporação, Daniel aparentava estar bem fisicamente.
O desaparecimento havia sido registrado em 19 de junho, quando ele saiu de casa em Paraguaçu Paulista, no interior paulista, levando apenas uma mochila preta. Nos dias 24 e 25 de junho, ele chegou a ser avistado em uma rodovia na altura de Boituva, no trecho entre Paraguaçu Paulista e Assis, e foi registrado em foto usando boné e blusa cinza. O boletim de ocorrência foi elaborado no 30º Distrito Policial, no Tatuapé.
Durante as buscas, a mãe do atleta, Valdirene Paula Ferreira, usou as redes sociais para mobilizar as buscas, e a Confederação Brasileira de Atletismo divulgou nota pedindo o engajamento da comunidade do atletismo. Depois de saber que ele havia sido localizado, a ex-companheira Grazi Razzi afirmou: "Estou muito feliz! Encontraram o Daniel. Agora, a gente vai poder dormir tranquilo, em paz".
Recordes, Tóquio e a suspensão por doping
Daniel, que tinha 28 anos quando desapareceu e completou 29 em 28 de julho, é um dos nomes mais expressivos da maratona brasileira recente. Ele representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, e detém os recordes brasileiro e sul-americano da distância, com 2h04min51s, marca obtida na Maratona de Seul, em 2022.
Em 2024, ele conquistou o índice olímpico em Hamburgo e foi o primeiro brasileiro a atingir a marca para os Jogos de Paris. Em junho daquele ano, porém, testou positivo em exame antidoping, ficou impedido de disputar a Olimpíada e foi suspenso por cinco anos — punição que vai até julho de 2029. Desde então, está afastado do atletismo.














