A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou nesta terça-feira (4) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que prevê receita primária de R$ 21,653 bilhões e despesas de R$ 21,962 bilhões — um déficit de R$ 308,7 milhões. O valor é 47,7% menor que o déficit projetado para 2026, de R$ 589,9 milhões.

O projeto foi votado em turno único no plenário e segue agora para sanção do prefeito. Do total da despesa, pessoal e encargos sociais somam R$ 8,367 bilhões e despesas de capital, R$ 2,045 bilhões; Saúde concentra 32,94% do orçamento, Educação 17,55% e Previdência Social, 9,98%.

Como fica a arrecadação prevista

Entre os tributos, o ISSQN deve render R$ 3,983 bilhões, o IPTU, R$ 2,503 bilhões e o IRRF, R$ 1,17 bilhão. As transferências correntes, que incluem FPM, ICMS e IPVA, somam R$ 10,693 bilhões — a maior fatia da receita prevista.

O que os vereadores mudaram no texto

Dos pedidos dos parlamentares, 83 emendas e 40 subemendas foram aprovadas e 68 foram rejeitadas, entre 59 sugestões populares recebidas. O relator do projeto, vereador Diego Sanches (Solidariedade), disse: "Nós entendemos o carinho dos vereadores com suas pautas, seus territórios e, obviamente, ficamos tristes quando temos de rejeitar uma ou outra emenda."