O partido Novo entrou no domingo (2) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula, acusado de pedir voto antecipadamente na convenção do PT que oficializou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição, em Salvador, no sábado (1º). A ação foi distribuída ao ministro André Mendonça.
A convenção, no Parque de Exposições de Salvador, reuniu mais de 30 mil pessoas segundo estimativa do PT e oficializou a chapa formada por Jerônimo Rodrigues à reeleição ao governo da Bahia, Geraldo Júnior (MDB) como vice, e Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, ao Senado.
As falas questionadas pelo Novo
Segundo a ação movida pelo partido, presidido por Eduardo Ribeiro, Lula teria dito ao público: "depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço". Em outro trecho, o presidente teria afirmado: "quando vocês estiverem brigando e pedindo voto para vocês, depois de falar de Jerônimo, de Rui e de Wagner, lembrem-se que tem o Lulinha lá em São Paulo" e pedido: "me elejam pela quarta vez".
Para o Novo, as falas configuram propaganda eleitoral antecipada, proibida antes de 16 de agosto — data em que a campanha começa oficialmente por lei. O partido pede ao TSE uma liminar para retirar os vídeos da convenção das plataformas digitais, além da condenação por propaganda antecipada e aplicação de multa. Até a publicação desta matéria, o ministro Mendonça não havia decidido sobre o pedido.














