Michelle Bolsonaro não compareceu neste domingo (2) à convenção do PL no Distrito Federal, que confirmaria sua candidatura ao Senado, porque segue internada desde sábado (1º) no Hospital DF Star, em Brasília. Ela investiga uma enxaqueca persistente havia cerca de 15 dias e passou por bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos neste domingo.

A informação foi confirmada pela assessoria de Michelle, segundo a qual ela continua hospitalizada e, devido à persistência do quadro de cefaleia, foi submetida ao procedimento anestésico na tarde deste domingo. A previsão inicial era de alta na manhã de domingo, mas o quadro se estendeu ao longo do dia. Também foram feitos exames de sangue e ressonância. Na madrugada de sábado para domingo, Michelle publicou uma foto do hospital nas redes sociais com a legenda: "Primeira refeição do dia. Obrigada pelas orações e por todo o carinho."

Apesar da ausência, a candidatura ao Senado pelo DF está mantida. Em evento próprio de pré-candidatura no sábado (1º), a deputada federal Bia Kicis anunciou a decisão de Michelle: "Acabou a dúvida. Acabou o mistério." A convenção do PL estava marcada para a tarde deste domingo, com o objetivo de lançar oficialmente as candidaturas de Michelle e de Bia Kicis ao Senado pelo Distrito Federal.

Por que havia dúvida sobre a candidatura de Michelle?

A dúvida vinha de uma crise pública com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, motivada por divergências sobre alianças eleitorais no Ceará. Em 30 de junho, Michelle renunciou à presidência do PL Mulher após divulgar vídeos, com 27 minutos ao todo, nos quais dizia se sentir "maltratada" e "humilhada" pelo senador durante discussões políticas. Enquanto Flávio e a cúpula do PL articulavam apoio ao ex-governador do Ceará Ciro Gomes, Michelle defendia nomes como o senador Eduardo Girão (Novo) e a vereadora Priscila Costa (PL).