O Dia Livre de Impostos, criado pela CDL-BH há 20 anos, se tornou a segunda melhor data de vendas do comércio em algumas grandes redes, atrás apenas do Natal. A informação foi dada pelo presidente da entidade, Marcelo Souza e Silva, em entrevista à TV Sim Brasil.

A campanha nasceu na CDL Jovem, ala de jovens empresários da entidade em Belo Horizonte, e cresceu até virar um movimento estadual e depois nacional, hoje reproduzido por CDLs de todo o país.

Segundo Souza e Silva, o movimento inspirou outras CDLs a criar versões próprias em seus municípios, até ganhar caráter nacional. Cada entidade organiza a data com suas próprias regras e parceiros comerciais.

"A ideia era protestar contra a alta carga tributária, além de esclarecer, levar esse conhecimento para as pessoas", explicou Souza e Silva.

Segundo ele, o objetivo desde o início foi mostrar, na prática, que o imposto corrói a renda das pessoas comuns, não apenas das empresas.

Segundo ele, a ideia foi trazida por Rony, um diretor da CDL Jovem, há 20 anos. Souza e Silva também entrou na entidade pela CDL Jovem, há 37 anos.

Na primeira edição, ações simbólicas em pontos de Belo Horizonte, entre eles a avenida Bias Fortes, chegaram a parar o trânsito da região e levaram a BH Trans a acionar os organizadores, segundo ele.

De protesto a uma das melhores datas do varejo

"Hoje existem empresas de comércio fortes, grandes empresas, que o dia livre de imposto é o segundo melhor data de vendas da empresa, só perde para o Natal", disse.

Ele também citou o fim de 2020, quando supermercados que aderiram à campanha tiveram um movimento tão grande que, segundo ele, as pessoas quase não conseguiam entrar nas lojas.

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Segundo Souza e Silva, quase duas mil empresas já participaram da campanha ao longo dos anos. Cada uma pode escolher produtos específicos para a ação, sem precisar isentar todo o estoque.

Para reforçar a mensagem, a CDL-BH criou um mascote batizado de "Impostosauro" e, este ano, um jogo inspirado no Banco Imobiliário, levado a 20 centros comerciais de Belo Horizonte.

"Essa pessoa começava o jogo com um salário mínimo e ia jogando o dado e caminhando", contou Souza e Silva.

"No final ela chegava sem nada do dinheiro e falava 'agora eu entendi o que é que corrói o meu dinheiro que eu estou lá em casa'", completou.

"Se houvesse uma redução de carga tributária de maneira ordenada, progressiva, faseada, a gente conseguiria arrecadar muito mais, porque todo mundo, quando tem a carga tributária menor, a pessoa quer pagar", defende o presidente da CDL-BH.